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Ibovespa volta aos 191 mil pontos e renova máxima histórica

Pela segunda sessão seguida, o índice renovou a máxima histórica intradiária ao tocar pela primeira vez os 191.178,67 pontos

Mercado: no câmbio, o dólar comercial, que operava em leve alta, virou para leve queda. Às 12h14, a moeda americana recuava 0,10%, cotada a R$ 5,163. (Germano Lüders/Exame)

Mercado: no câmbio, o dólar comercial, que operava em leve alta, virou para leve queda. Às 12h14, a moeda americana recuava 0,10%, cotada a R$ 5,163. (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 12h22.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2026 às 13h44.

O Ibovespa ampliou os ganhos no pregão desta terça-feira, 24, e passou a subir mais do que os principais índices de Nova York, que registram leve alta. Às 12h11, o principal índice da B3 avançava 1,12%, aos 190.969 pontos, em movimento de recuperação após a queda da véspera.

Em paralelo, o índice Dow Jones subia 0,54%, enquanto o S&P 500 ganhava 0,24% e o Nasdaq avançava 0,49%. Pela segunda sessão seguida, o índice também renovou a máxima histórica intradiária ao ultrapassar os inéditos 191.003 alcançados ontem. O novo recorde é de 191.597,66 pontos. 

No entanto, perdeu força ao longo da tarde, com realização de lucros — especialmente em ações de bancos, que vinham acumulando ganhos — e encerrou em queda de 0,88%, aos 188.853 pontos. Apenas 18 papéis fecharam no campo positivo.

Nesta manhã, o movimento é de recomposição. Sobem as ações da Vale (VALE3), da Petrobras (PETR3 e PETR4), enquanto as ações de grandes bancos, que subiam em bloco no início do pregão, registravam desempenho misto. 

As preferencias do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) registram ligeira queda de 0,19% e 0,9%, respectivamente. As Units do BTG (BPAC11) também caem 0,76%.

No câmbio, o dólar comercial, que operava em leve alta, virou para leve queda. Às 12h14, a moeda americana recuava 0,10%, cotada a R$ 5,163.

Tarifas seguem no radar

O pano de fundo segue sendo o cenário externo. As tensões comerciais voltaram ao radar após os Estados Unidos implementarem, a partir desta terça, uma tarifa adicional temporária de 10% sobre produtos importados que não estejam contemplados por isenções.

A medida foi formalizada pela alfândega americana após anúncio do presidente Donald Trump depois de a Suprema Corte ter derrubado as chamadas tarifas “recíprocas”.

A nova alíquota substitui a promessa anterior de elevação para 15%, mas mantém o ambiente de incerteza. Importadores ainda avaliam a possibilidade de pedir reembolsos bilionários, enquanto parceiros comerciais aguardam definições sobre acordos já firmados. O cenário contribui para a cautela global.

Em Wall Street, os índices futuros operam sem direção única: o Dow Jones Futuro avançava 0,10%, o S&P 500 Futuro subiam 0,20%, enquanto o Nasdaq Futuro recuavam 0,10%, refletindo também preocupações com os impactos da inteligência artificial sobre empresas de tecnologia e software.

Além das tarifas, investidores monitoram dados da economia americana e discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária. Persistem ainda tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, que adicionam volatilidade aos mercados.

No Brasil, a agenda corporativa ganha destaque após o fechamento do mercado, com a divulgação dos resultados de C&A (CEAB3), GPA (PCAR3), Iguatemi (IGTI11) e ISA Energia (ISAE4).

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda internacional e participa de reunião de trabalho em Abu Dhabi com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, após deixar Seul.

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