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Ibovespa sobe mais de 1% mesmo com dúvidas sobre corte de juros; dólar cai

Blue chips dão suporte novamente ao movimento de recuperação da bolsa brasileira, com destaque para as ações da Petrobras que avançam com o petróleo em alta

Dólar volta a recuar: no câmbio, o dólar mantinha a trajetória de queda frente ao real. No mesmo horário, a moeda americana recuava 0,58%, cotada a R$ 5,20 (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Dólar volta a recuar: no câmbio, o dólar mantinha a trajetória de queda frente ao real. No mesmo horário, a moeda americana recuava 0,58%, cotada a R$ 5,20 (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Publicado em 17 de março de 2026 às 10h36.

O Ibovespa abriu as negociações desta terça-feira, 17, em alta, dando continuidade ao avanço observado na véspera. Por volta das 10h30, o principal índice da B3 subia mais de 1%, de volta ao patamar dos 181 mil pontos.

No câmbio, o dólar mantinha a trajetória de queda frente ao real. No mesmo horário, a moeda americana recuava 0,58%, cotada a R$ 5,20.

O movimento positivo na bolsa brasileira, no entanto, é moderado. A maior parte dos papéis — 50 dos 84 que compõem o índice — operava estável.

Entre as 24 ações em alta, o destaque ficava para a Natura (NATU3), que avançava quase 10% após a divulgação de balanço na segunda, 17. Entre as blue chips, os papéis da Vale (VALE3) subiam 0,55%, enquanto a Petrobras (PETR3 e PETR4), ambas com peso no Ibovespa, avançava mais de 1%, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional.

Os preços da commodity voltaram a subir diante de novos desdobramentos do conflito envolvendo o Irã. Houve ataques iranianos a operações no campo de gás Shah, nos Emirados Árabes Unidos. Ao mesmo tempo, a Casa Branca afirmou que petroleiros começaram a atravessar o Estreito de Ormuz, principal rota marítima global para o transporte de petróleo.

Em meio a informações desencontradas, investidores seguem atentos ao cenário geopolítico, enquanto o petróleo avança mais de 1% nesta manhã.

Israel também afirmou ter matado o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, durante a noite, o que pode elevar as tensões na região.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 1,25%, aos 179.875 pontos, enquanto o dólar caiu 1,63%, a R$ 5,229, devolvendo parte dos ganhos recentes. O movimento refletiu a redução da busca por proteção após a ausência de novos episódios que intensificassem o conflito no Oriente Médio nos últimos dias. Ainda assim, na semana passada, o índice acumulou queda de quase 1%, chegando à faixa dos 177 mil pontos.

Véspera da decisão sobre os juros no Brasil

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que acontece entre hoje e quarta-feira, 18, tende a marcar o início do ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic, no Brasil — mas a intensidade desse primeiro movimento passou a dividir o mercado financeiro após a escalada do conflito no Oriente Médio e o salto nos preços do petróleo e pode estar impactando também as negociações nesta terça.

A Selic está em 15% ao ano desde maio de 2024.

Nas últimas semanas, o barril do Brent saiu da casa dos US$ 70 para níveis próximos de US$ 100, movimento que elevou as incertezas inflacionárias globais e levou parte dos economistas a revisar suas projeções para a política monetária brasileira.

Antes da deterioração do cenário externo, a expectativa predominante entre analistas era de que o Banco Central iniciaria o ciclo com um corte de 0,50 ponto percentual. Agora, cresce a avaliação de que o Copom pode optar por um movimento mais cauteloso de 0,25 p.p -- e alguns analistas já apostam na manutenção da taxa básica de juros.

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