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Ibovespa cai mais de 1% com pressão de Vale e bancos; dólar avança

Cenário é acompanhado por queda global nas bolsas, na Ásia, principais índices fecharam em queda; desempenho negativo é seguido na Europa e nos EUA

Mercados nesta quinta, 12: Ibovespa cai mais de 1% com pressão de Vale e bancos; dólar avança (Germano Lüders/Exame)

Mercados nesta quinta, 12: Ibovespa cai mais de 1% com pressão de Vale e bancos; dólar avança (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 12 de março de 2026 às 10h37.

O Ibovespa recua no pregão desta quinta-feira, 12, pressionado pelo avanço do preço do petróleo em meio à continuidade da guerra no Irã e pelo resultado acima do esperado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro. Às 10h16, o principal índice acionário da B3 recuava 1,48%, aos 181.149 pontos.

No mesmo horário, o dólar à vista registrava ligeira alta de 0,14%, cotado a R$ 5,167, depois de ter fechado praticamente estável na sessão passada, a R$ 5,15.

Em paralelo, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, subia mais de 6%, cotado a US$ 98,12, perto da marca de US$ 100 que a commodity voltou a atingir durante a madrugada diante dos noso ataques a estruturas petrolíferas no Oriente Médio e a navios no Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% de todo o petróleo produzido no mundo.

O WTI, usado como referência nos Estados Unidos, também avançava mais de 6%, cotado a US$ 93,09. A escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã segue dominando as negociações, com o conflito entrando no 13° dia.

Entre os novos desdobramentos da guerra, Omã evacuou embarcações no Estreito de Ormuz e o Iraque suspendeu operações em todos os terminais de petróleo após o ataque iraniano ao porto de Basra.

Inflação brasileira no radar

No Brasil, porém, também pesa a repercussão do IPCA de fevereiro. O indicador oficial da inflação no Brasil, fechou o mês em alta com 0,70 %, uma aceleração de 0,37 ponto percentual em comparação ao índice de 0,33% registrado em janeiro.

O resultado do último mês veio acima do esperado pelo mercado,que projetava alta de 0,65%, impulsionado por serviços, transportes e monitorados, levando o acumulado em 12 meses para próximo de 3,8%.

Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o dado reforça expectativas de manutenção da  taxa básica de juros, a Selic, limitando otimismo para ações de crescimento. "O superávit comercial da primeira semana de março segue sustentando commodities, mas ruídos fiscais adicionam cautela", afirmou.

Em meio a esse cenário, 76 dos 84 papéis que compõem o Ibovespa recua. O desempenho das blue chips pressiona negativamente o índice, com destaque para as ações da Vale (VALE3), que caem mais de 1%. O desempenho negativo é seguido pelo setor de mineração e siderurgia apesar da alta de 1,34% do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China.

Os grandes bancos também recuam, principalmente as ações do Itaú (ITUB4), que tem mais de 9% de participação e cai mais de 2%.

Por outro lado, a alta das ações da Petrobras (PETR3 e PETR4), acompanhando o avanço do petróleo, limitam maiores quedas.

Bolsas globais pressionadas

As principais Bolsas da Ásia fecharam em queda, com destaque para o índice Nikei, no Japão, que caiu 1,04%.

As Bolsas da Europa também são pressionadas pelas preocupações com a nova alta dos preços do petróleo. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, recuava 0,49%. Outras Bolsas europeias também desvalorizavam como Frankfurt (-0,40%), Londres (-0,47%) e Paris (-0,57%).

Em Wall Streel, o índice Dow Jones abriu em queda de 1,14%. O do S&P 500 cedia 0,83% e o Nasdaq caía 0,90%.

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