Grupo austríaco compra controladora da Mobly (MBLY3) e ações sobem mais de 30%

A alemã home24 detém 51% do capital social da varejista digital brasileira de decoração
Acionista controlador da Mobly acerta combinação de negócios com empresa austríaca (Caue Diniz/B3/Divulgação)
Acionista controlador da Mobly acerta combinação de negócios com empresa austríaca (Caue Diniz/B3/Divulgação)
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Raquel BrandãoPublicado em 06/10/2022 às 13:54.

As ações da varejista de decoração Mobly (MBLY3) dispararam nesta quinta-feira, 6, após a empresa informar, no começo da tarde, que sua controladora, a alemã home24 fechou um acordo de combinação de negócios com a austríaca XXXLutz e um aumento de capital de até 10%.

O papel chegou a saltar mais de 31% e, há pouco, avançava 28,71%, para R$ 3,99, bem abaixo do preço fixado no IPO da Mobly, em fevereiro do ano passado.

A home24 é dona de 51,16% das ações da varejista digital brasileira. A oferta foi de 7,50 euros por ação da home24 corresponde a um prêmio de 124% sobre o preço de fechamento das ações da home24 na terça-feira, 4. O aumento de capital pela XXXLutz também foi precificado em 7,50 por ação. A austríaca garantiu 60% das ações na futura emissão de ações da home24.

"Ao agrupar seus modelos de negócios bem-sucedidos, a posição de mercado da home24 como
um pure-play no segmento de casa e decoração e destino de compra online deve ser ainda mais
fortalecido e expandido", escreve a home24 em seu comunicado, que foi divulgado pela Mobly.

O texto informa que a home24 permanecerá independente e continuará a ser liderado pela atual equipe de gestão, mantendo as marcas home24 e Butlers.

O Grupo XXXLutz possui mais de 370 lojas de móveis distribuídas em 13 países da Europa, sendo um dos três maiores varejistas de móveis do mundo, com um faturamento anual de 5,34 bilhões de euros.

"Vemos a transação com bons olhos, uma vez que o intuito da aquisição é fornecer suporte financeiro de longo prazo para a estratégia de crescimento da home24", escrevem os analistas da Eleven, que manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 3,40 para as ações da Mobly.

A varejista brasileira registrou um prejuízo de R$ 27,8 milhões no segundo trimestre desse ano, um resultado 64%  e 266,6% pior do que o no mesmo período de 2021 e de 2020, respectivamente.