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O GPA lidera as quedas do Ibovespa desta segunda-feira, 17. Por volta das 12h20, os papéis do Pão de Açúcar (PCAR3) caíam 8,08% devido à possibilidade de um follow on da companhia, anunciado na véspera, que prevê a distribuição primária de ações no valor estimado de R$ 1 bilhão. 

Em fato relevante, a varejista informou que a potencial oferta insere-se em seu plano de “otimização da estrutura de capital”. Nele, está compreendida a venda de ativos não core, que incluem 34% na Cnova e 13,3% no Éxito. “Caso a potencial oferta seja efetivada, os recursos obtidos serão empregados na redução do endividamento da companhia, com a consequente diminuição da sua alavancagem financeira”, diz o comunicado do GPA.

Na avaliação de Gabriel Costa, analista da Toro Investimentos, a notícia pesou contra o dono das marcas Pão de Açúcar e Extra, por conta da potencial mudança na participação acionária dos atuais investidores. “A proposta de emissão traz uma grande diluição dos acionistas, na ordem de 50%, o que é visto de maneira negativa.”

Enquanto isso, Hulisses Dias, analista CNPI e mestre em finanças pela Sorbonne, destaca outro ponto que pesa contra o possível follow on do GPA: a falta de recursos para o grupo fechar a sua estrutura de capital de maneira adequada. “O Pão de Açúcar vai precisar fazer uma emissão de ações para equilibrar isso e os termos não foram favoráveis para os acionistas atuais. Essa queda de preço é só um reflexo dessa mudança — e não deve parar por aí.”

Acionistas do PCAR3 em desvantagem?

De acordo com os especialistas ouvidos pela EXAME Invest, o principal ponto negativo do follow on do Pão de Açúcar é que, por conta da diluição, os acionistas atuais que quiserem manter a mesma a atual participação precisarão investir mais recursos na varejista. 

Dias, inclusive, ilustrou como a mudança pode afetar o acionista do PCAR3: “imagine que você tem a sua casa, que vale R$ 100 mil, e está devendo 20%. Então, você pede para um sócio entrar e pagar parte dessa dívida com R$ 50 mil e ele fica com 50%. Ou seja, você antigamente tinha 80% da casa e devia R$ 20 mil. Mas, para zerar essa dívida, você ficou com 50% do imóvel. Logo, você deu mais do que deveria para salvar este débito. Por isso, essa diluição é muito pesada para o acionista antigo, pois ele vai ter que dividir os lucros futuros com muitos mais acionistas.”

Vantagens do follow on do GPA

Ainda assim, o movimento também pode trazer algumas vantagens ao GPA. Costa, da Toro Investimentos, lista duas. O primeiro — e mais óbvio, segundo ele — é a destinação dos recursos para a redução da alavancagem da varejista, que está elevada e tem pressionado os seus resultados. 

“O segundo é a diluição do controlador, o Casino, que não deverá aportar recursos na oferta. Com isso, o bloco de controle do grupo ainda permanecerá como maior acionista, mas perde parte da relevância e dá espaço no futuro para alienação”, diz o especialista.

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