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Fitch declara default no caso da Grécia, que promete esforço

A agência de classificação de risco prometeu dar à Grécia um rating "grau especulativo baixo" depois que seus bônus forem trocados

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Bancos e seguradoras vão voluntariamente trocar seus bônus gregos por títulos com vencimentos mais longos e com menores taxas para ajudar o país (Jamie McDonald/Getty Images)

Bancos e seguradoras vão voluntariamente trocar seus bônus gregos por títulos com vencimentos mais longos e com menores taxas para ajudar o país (Jamie McDonald/Getty Images)

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Ingrid Melander e Patrick Graham

Publicado em 22 de julho de 2011 às, 20h15.

Atenas/Londres - A agência de classificação de risco Fitch disse que a Grécia deve entrar em um default temporário ao obter seu segundo pacote de ajuda, que Atenas afirmou ter lhe dado espaço para respirar em meio à crise.

A agência prometeu dar à Grécia um rating "grau especulativo baixo" depois que seus bônus forem trocados, e disse que Atenas agora tem alguma esperança de lidar com sua elevada dívida.

Durante uma cúpula na véspera, os líderes da zona do euro prometeram um segundo pacote de resgate de 109 bilhões de euros (157 bilhões de dólares) em dinheiro do governo, mais uma contribuição de detentores de bônus do setor privado que deve chegar a 50 bilhões de euros até meados de 2014.

Sob o pacote, que se soma a um resgate de 110 bilhões de euros concedido pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no ano passado, bancos e seguradoras vão voluntariamente trocar seus bônus gregos por títulos com vencimentos mais longos e com menores taxas para ajudar o país.

"A Fitch considera que a natureza do envolvimento do setor privado... constitui um default restrito", disse David Riley, diretor de rating da Fitch.

"No entanto, a redução das taxas de juros e a extensão dos prazos oferecem à Grécia uma janela de oportunidade para retomar a solvência, apesar dos desafios que enfrenta." O pacote diz ainda que o fundo de resgate da região, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês) poderá comprar bônus no mercado secundário se o Banco Central Europeu (BCE) achar isso necessário.

Ele também pode dar aos países linhas de crédito de precaução antes que eles encontrem dificuldades nos mercados de crédito, além de emprestar dinheiro aos governos para recapitalizar bancos.

"Há um grande respiro de alívio para a economia grega, e isso gradualmente será levado à economia real", disse a jornalistas nesta sexta-feira o ministro de Finanças do país, Evangelos Venizelos.

"Mas de modo algum isso significa que podemos relaxar em nossos esforços."

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