Mercados

Estatais disparam e Bolsa sobe mais de 6,0%

A euforia continua nos mercados financeiros domésticos, após a arrancada de Aécio


	BM&FBovespa: Petrobras ON e PN saltam 10,74% e 12,26%
 (Paulo Whitaker/Reuters)

BM&FBovespa: Petrobras ON e PN saltam 10,74% e 12,26% (Paulo Whitaker/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 6 de outubro de 2014 às 11h40.

São Paulo - A euforia continua nos mercados financeiros domésticos, após a arrancada do candidato Aécio Neves (PSDB), que disputará o segundo turno das eleições contra Dilma Rousseff (PT), ficando apenas oito pontos atrás da candidata à reeleição. No caso do Ibovespa, que neste momento sobe 6,04%, aos 57.836,30 pontos, o ajuste para cima é feito sobretudo nos papéis do chamado "kit eleição", grupo de ações mais sensível ao cenário eleitoral.

Para se ter uma ideia, Petrobras ON e PN saltam 10,74% e 12,26%, respectivamente, enquanto Banco do Brasil avança 10,42% e Eletrobras ON sobe 9,91%. O setor financeiro também impulsiona a Bolsa, com Itaú Unibanco PN, papel de maior peso no índice à vista, em forte alta de 7,92%.

O ímpeto desse ajuste nos ativos da Bolsa foi tão expressivo nos primeiros negócios que as ações da Petrobras chegaram a ficar quase 20 minutos em leilão antes de abrirem.

O viés positivo exibido pelas bolsas internacionais também contribui para o otimismo do mercado doméstico. Em Wall Street, há pouco, as bolsas de Nova York abriram em alta, com o índice Dow Jones com ganho de 0,40%, enquanto o S&P 500 sobe 0,39% e o Nasdaq tem alta de 0,32%. Na agenda norte-americana do dia, o destaque é o novo índice do Conference Board, sobre tendência de emprego em setembro.

Voltando ao cenário doméstico, a possibilidade de Marina Silva (PSB) apoiar Aécio, após sinalizar um desejo de mudança e o tucano dizer que é hora de unir forças, concentra as atenções dos mercados. A apuração ontem terminou com Dilma na liderança, com 41,6% dos votos válidos, enquanto Aécio teve 33,5% e Marina ficou com 21,3%.

Para o diretor e chefe de pesquisas para mercados emergentes das Américas da Nomura, Tony Volpon, para vencer a eleição, Aécio precisa converter cerca de 70% daqueles que votaram em Marina, o que ele acha ser possível. Os agentes aguardam também a primeira rodada de pesquisas eleitorais para o segundo turno, que reserva levantamentos do Ibope e do Datafolha já a partir de quinta-feira, 09.

No mercado de câmbio, o dólar segue em queda de mais de 2,0%, mas desacelerou em relação ao início dos negócios, quando abriu em baixa de 4,08%, a R$ 2,3720. Às 10h45, no mercado de balcão, a moeda norte-americana era negociada a R$ 2,4140 (-2,39%).

Na BM&FBovespa, o dólar futuro para setembro perdia 1,72%, cotado a R$ 2,4345. Nos juros futuros, os DIs acompanham o movimento do dólar e as taxas também desaceleram a queda. Além do resultado das urnas, a fraqueza do dólar no exterior também colabora com o ajuste de baixa da divisa.

Na Bovespa, a queda do dólar pressiona os papéis das exportadoras. Há pouco, Embraer cedia 2,45%, liderando o pequeno grupo de desvalorizações do índice nesta segunda-feira, seguida por Suzano PNA (-2,15%) e Fibria (-0,57%).

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