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Energéticas e J.Martins sustentam Bolsa nacional

Na banca, todas as atenções estão voltadas para a divulgação de resultados do Banco Espírito Santo (BES), após o fecho de Bolsa


	Bolsa: a taxa de juro das OT italianas a 10 anos avançam para 3,76 pct, de 3,74 ontem, enquanto a congénere espanhola segue estável em 3,66 pct (Getty Images)

Bolsa: a taxa de juro das OT italianas a 10 anos avançam para 3,76 pct, de 3,74 ontem, enquanto a congénere espanhola segue estável em 3,66 pct (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 13 de fevereiro de 2014 às 10h33.

Lisboa - As valorizações dos títulos ligados à energia e da retalhista Jerónimo Martins suportam a subida da Bolsa portuguesa, ao arrepio de uma Europa onde os investidores tomam lucros após seis sessões de ganhos consecutivos, disseram dealers.

O índice bolsista de referência em Portugal, PSI20, sobe 0,2 pct para 6.998,87 pontos, com 10 cotadas em alta e 10 quedas, tendo sido transaccionados 52,6 milhões de acções, ou 45 ME, na NYSE Euronext Lisbon.

A dar "energia" ao índice estão os ganhos da EDP-Energias de Portugal e Galp, com subidas de 0,87 pct para 2,89 euros e 0,76 pct para 11,285 euros, respectivamente.

Suporte adicional da Jerónimo Martins, a ganhar 0,53 pct para 13,4 euros, enquanto a incumbente Portugal Telecom recua 0,45 pct para 3,315 euros.

Na banca, todas as atenções estão voltadas para a divulgação de resultados do Banco Espírito Santo (BES), após o fecho de Bolsa. As acções descem uns ligeiros 0,08 pct para 1,209 euros.

"A história mais interessante da sessão de hoje é a expectativa dos investidores em torno dos resultados do BES, uma vez que poderão não ser tão maus como as previsões dos analistas", referiu Luís Gonçalves, trader da GoBulling no Porto.

A média das estimativas de cinco analistas consultados pela Reuters prevêm que o BES tenha tido um prejuízo de 497 milhões de euros (ME) em 2013, com um forte reforço do provisionamento, mas a margem do quarto trimestre é vista a recuperar.


Já o Millennium bcp perde 0,43 pct para 0,1872 euros, o BPI cai 0,52 pct para 1,542 euros e o Banif recua 0,85 pct para 0,0116 euros.

Pela segundo dia consecutivo, as acções da Espírito Santo Saúde parecem decepcionar, seguindo inalteradas nos 3,13 euros.

"Este título continua a não gerar interesse. É um "non-event"", acrescentou aquele trader.

"YIELD" PORTUGAL SOBE No mercado secundário de dívida, a taxa de juro das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 10 anos sobe para 5,08 pct, face a 5,045 pct com que encerrou ontem.

Esta semana, Portugal regressou ao mercado primário tendo colocado 3.000 ME do "benchmark Bond" a 10 anos - 5,65 pct - com uma forte procura de 9.500 ME e uma taxa equivalente a 320 basis points (bp) acima da curva de "mid-swaps" ou 5,112 pct.

Por sua vez, a taxa de juro das OT italianas a 10 anos avançam para 3,76 pct, de 3,74 ontem, enquanto a congénere espanhola segue estável em 3,66 pct.


Europa toma lucro

As principais bolsas do Velho Continente negoceiam no "vermelho", com os resultados decepcionantes da Nestlé e do BNP Paribas a levarem os investidores a tomarem mais valias após seis sessões de ganhos consecutivos.

À excepção da Bolsa portuguesa, os índices europeus seguem com quedas entre 0,21 pct em Frankfurt e 1,1 pct em Milão, que continua a sofrer com alguma incerteza política no país.

Além Atlântico, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq recuam 0,5 pct e deixam antever uma abertura negativa de Wall Street, mas com os investidores atentos à divulgação dos pedidos de subsídio de desemprego e vendas a retalho.

No mercado cambial, o euro recupera da queda de ontem e aprecia-se 0,53 pct face à moeda norte-americana, em 1,3664 dólares.

Por sua vez, os preços do petróleo estão a descer, com o contrato do Brent, em Londres, a cair 0,4 pct para 108,35 dólares, e o do Nymex, em Nova Iorque, a recuar 0,63 pct para 99,74 dólares por barril.

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