Eike conquista Cirque du Soleil e testa liderança da T4F

O acordo com o bilionário da EBX é negativo para a T4F, que vinha promovendo espetáculos do grupo canadense desde 2006

	O reconhecimento de Eike no mercado foi um dos fatores que levaram o Cirque du Soleil a mudar de parceiro, disse o presidente Daniel Lamarre em entrevista no Rio de Janeiro ontem
 (Divulgação)
O reconhecimento de Eike no mercado foi um dos fatores que levaram o Cirque du Soleil a mudar de parceiro, disse o presidente Daniel Lamarre em entrevista no Rio de Janeiro ontem (Divulgação)
K
Katerina Petroff e Juan Pablo SpinettoPublicado em 26/09/2012 às 10:38.

São Paulo/Rio de Janeiro - A liderança da T4F Entretenimento SA na América do Sul está sendo testada após a empresa de entretenimento de Eike Batista ter fechado contrato com um dos eventos mais emblemáticos da companhia.

As ações despencaram 17 por cento ontem, a maior queda desde a abertura de capital em abril de 2011, após a IMX, parceria entre o grupo EBX e a IMG Worldwide Inc., anunciar um acordo de exclusividade com o Cirque du Soleil na América do Sul. O acordo é negativo para a T4F, que vinha promovendo espetáculos do grupo canadense desde 2006.

Eike está buscando crescer nesse mercado diante do aumento da renda, que puxa a demanda por entretenimento no Brasil. A T4F, que promove eventos, desde shows da popstar Lady Gaga a musicais da Disney, cobra até duas vezes mais por ingressos que seus pares nos Estados Unidos e Europa.

O reconhecimento de Eike no mercado foi um dos fatores que levaram o Cirque du Soleil a mudar de parceiro, disse o presidente Daniel Lamarre em entrevista no Rio de Janeiro ontem. “Não dá para querer um parceiro melhor que Eike Batista no Brasil, ele é único.”

O contrato entre T4F e Cirque du Soleil para promover o espetáculo Corteo vai até janeiro de 2015. A IMX passa a promover os demais shows do grupo canadense.

“A IMX está disposta a jogar alto para se tornar uma líder do mercado”, disseram analistas do Banco BTG Pactual incluindo Carlos Sequeira em relatório. “A T4F perde uma de suas fontes de receita recorrente mais relevantes.”

O BTG reduziu o preço alvo em 12 meses para as ações de R$ 23 para R$ 20, acrescentando que, no momento, não acreditam que a empresa vá conseguir substituir a perda com um novo conteúdo.