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Educacionais afundam na Bolsa; Estácio já é a pior de 2015

Após a divulgação de novas regras, a corretora do Santander rebaixou o preço-alvo de quatro companhias do setor para o fim deste ano


	O Ministério da Educação mudou as regras para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies)
 (Germano Lüders/Exame)

O Ministério da Educação mudou as regras para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) (Germano Lüders/Exame)

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Marcelo Poli

22 de janeiro de 2015, 15h30

São Paulo – As ações da Estácio registravam forte queda de 15% nesta quinta-feira, assumindo a maior desvalorização dentre os papéis que compõem o Ibovespa, seguidas pelas da Kroton, que perdiam 10%.

O ministro da Educação, Cid Gomes, voltou a defender a nota de corte para o acesso aos recursos do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. Ele afirmou que estuda aumentar o grau de qualidade para que as empresas de ensino recebam as verbas do programa, segundo destacou uma reportagem do Valor Econômico.

O Ministério da Educação mudou as regras para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), uma importante fonte de receita para estas companhias. Com as novas regras, os estudantes precisarão tirar no mínimo 450 pontos no Enem para terem acesso ao benefício, e não poderão zerar a prova de redação.

Após a divulgação de novas regras, a corretora do Santander rebaixou o preço-alvo de quatro companhias do setor para o fim deste ano. A recomendação também passou de “compra” para “manutenção”.

Segundo relatório, houve um aumento do risco regulatório no segmento. O preço-alvo das ações ordinárias da Kroton para o fim de 2015 ficou em 15,50 reais. Os papéis da Estácio tiveram o preço-alvo de 22,50 reais.

No acumulado de 2015, as ações da Kroton registram queda de 20%, enquanto os papéis da Estácio perdem 30%, maior queda do Ibovespa no período.