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Dólar sobe ante real com empate entre Dilma e Aécio

Divulgação de números fracos sobre a economia europeia também contribuiu para a valorização da moeda norte-americana


	Câmbio: moeda norte-americana subiu a 2,4075 reais na venda máxima do dia
 (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Câmbio: moeda norte-americana subiu a 2,4075 reais na venda máxima do dia (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2014 às 12h17.

São Paulo - O dólar subia ante o real nesta terça-feira após pesquisa eleitoral Vox Populi mostrar pequena vantagem da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre o candidato do PSDB, Aécio Neves, configurando empate técnico, cenário diferente ao indicado antes pela pesquisa Sensus, que mostrava o tucano na dianteira nas intenções de voto.

Pesava também o quadro global de aversão ao risco após a divulgação de números fracos sobre a economia europeia e que levavam a moeda norte-americana a subir frente ao euro e a algumas outras divisas emergentes.

Às 12h00, a moeda norte-americana subia 0,26 por cento, a 2,3989 reais na venda, chegando a 2,4075 reais na máxima do dia. Na sessão passada, o dólar caiu 1,27 por cento após pesquisa Sensus mostrar ampla vantagem de Aécio sobre Dilma.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de 230 milhões de dólares.

"A pesquisa (Vox Populi) veio na contramão do que o mercado esperava. Agora que os sinais estão menos consistentes, o mercado vai esperar Datafolha e Ibope para se posicionar com mais firmeza", afirmou o estrategista da Fator Corretora, Paulo Gala.

O levantamento, divulgado na noite passada, mostrou Dilma --cuja política econômica é alvo de críticas nos mercados financeiro-- com 51 por cento dos votos válidos, contra 49 por cento de Aécio. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão em empate técnico na disputa no segundo turno.

Novas pesquisas Datafolha e Ibope de intenções de voto devem ser divulgadas a partir desta quarta-feira.

O dólar também subia no exterior em meio às persistentes preocupações com a economia global, reforçadas nesta sessão por quedas inesperadamente fortes da produção industrial da zona do euro e da confiança do investidor alemão.

Nos mercados emergentes, contudo, a pressão no câmbio era menos intensa. Isso porque, diante do cenário de menor crescimento da economia global, parte do mercado acredita que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode demorar mais tempo para elevar a taxa de juros da maior economia do mundo e atrair recursos que estão alocados em outras praças, como a brasileira.

"É um quadro misto. Por um lado, a economia global preocupa e isso gera aversão a risco. Por outro, se o Fed demora para subir juros, isso é bom para mercados como o Brasil", explicou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

O dólar subia cerca de 0,7 por cento sobre o euro, mas apenas 0,2 por cento contra o rand sul-africano.

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, como parte das atuações diárias. Foram vendidos 2,3 mil contratos para 1º de junho e 1,7 mil para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a 197,4 milhões de dólares.

O BC também vendeu nesta sessão a oferta total de até 8 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 3 de novembro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 45 por cento do lote total, equivalente a 8,84 bilhões de dólares. (Por Bruno Federowski; Edição de Patrícia Duarte)

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