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Petróleo Brent cai quase 3%, mas se mantém acima dos US$ 100

Declarações de Donald Trump sobre possível fim da guerra com o Irã pressionaram as cotaçõe

Petróleo: conflito no Oriente Médio segue no radar (Anton Petrus/Getty Images)

Petróleo: conflito no Oriente Médio segue no radar (Anton Petrus/Getty Images)

Caroline Oliveira
Caroline Oliveira

Colaboradora na Exame

Publicado em 1 de abril de 2026 às 16h48.

Os preços do petróleo fecharam em queda pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira, 1º, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as operações militares contra o Irã podem ser encerradas em duas a três semanas, mesmo com o Estreito de Ormuz fechado em grande parte. Apesar do recuo, as cotações permanecem em patamares elevados, refletindo os riscos ainda presentes para a oferta global de energia.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para junho caiu 2,70%, encerrando a US$ 101,16 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o West Texas Intermediate (WTI) para maio recuou 1,24%, para US$ 100,12. Durante a sessão, o movimento de queda perdeu força e os contratos fecharam longe das mínimas intradiárias.

A sinalização dos Estados Unidos de que o conflito pode se aproximar do fim ajudou a reduzir parte da pressão recente sobre os preços do petróleo. O presidente Donald Trump deve fazer um pronunciamento sobre a guerra ainda nesta quarta-feira, em meio à pressão interna provocada pelos impactos econômicos do conflito, especialmente sobre os preços dos combustíveis.

Apesar disso, as hostilidades militares seguem no radar dos investidores. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que passará a atacar empresas americanas na região a partir desta quarta-feira, citando companhias como Google, Microsoft, Apple, Intel e Tesla, sinalizando que o risco geopolítico permanece elevado e continua sustentando a volatilidade nos mercados de energia.

Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista à Al Jazeera que houve troca de mensagens com os Estados Unidos, diretamente ou por meio de países da região, mas ressaltou que esses contatos não configuram negociações formais entre as partes.

Mesmo com a correção recente, o petróleo ainda acumula forte valorização no período recente. O Brent subiu mais de 60% no mês passado, registrando sua maior alta mensal desde 1988, em meio às interrupções no fornecimento provocadas pela guerra iniciada no fim de fevereiro.

O conflito tem afetado diretamente o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde normalmente passa cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo. O bloqueio parcial da região segue como um dos principais fatores de sustentação das cotações.

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