Mercados

Dólar sobe e encosta em R$3,30 com exterior e ação do BC

Às 10:31, o dólar avançava 0,51 por cento, a 3,2815 reais na venda, após atingir 3,2980 reais na máxima do dia, com alta de 1 por cento


	Dólar: "A semana efetivamente começa hoje e o ambiente é negativo para o real"
 (Bruno Domingos/ Reuters)

Dólar: "A semana efetivamente começa hoje e o ambiente é negativo para o real" (Bruno Domingos/ Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 5 de julho de 2016 às 10h48.

São Paulo - O dólar avançava para perto de 3,30 reais nesta terça-feira, em nova onda de mau humor nos mercados globais com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE) e após o Banco Central atuar pela terceira sessão seguida para sustentar as cotações.

Às 10:31, o dólar avançava 0,51 por cento, a 3,2815 reais na venda, após atingir 3,2980 reais na máxima do dia, com alta de 1 por cento.

A moeda norte-americana havia subido 0,99 por cento na sessão anterior, marcada por baixo volume de negócios devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.

O dólar futuro ganhava por volta de 0,3 por cento nesta manhã.

"A semana efetivamente começa hoje e o ambiente é negativo para o real. A preocupação com (a saída britânica da UE) voltou e a atuação do BC não dá espaço para o dólar cair mais", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.

O referendo britânico do mês passado gerou forte volatilidade nos mercados financeiros globais, com a perspectiva de estímulos econômicos parcialmente compensando as turbulências financeiras.

A apreensão voltava a prevalecer nesta sessão, mesmo após o presidente do banco central britânico, Mark Carney, afirmar que a autoridade monetária provavelmente precisará oferecer mais estímulos econômicos.

No Brasil, o efeito do mau humor externo era potencializado pela atuação do BC, que vendeu pela terceira sessão consecutiva 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares, retomando o instrumento após deixá-lo de lado por mais de um mês.

"O BC viu uma oportunidade e aproveitou. Parece a decisão correta, o mercado de fato estava comprando demais a ideia de um dólar baixo", disse o operador de um banco nacional que opera diretamente com a autoridade monetária.

A ausência havia levado muitos investidores a apostar que o BC sob a batuta de Ilan Goldfajn seria menos propenso a atuar no câmbio do que sob seu antecessor, Alexandre Tombini.

Nesta manhã, o indicador à diretoria de Política Monetária do BC, Reinaldo Le Grazie, afirmou que intervenções pontuais que sirvam para corrigir fortes distorções são práticas saudáveis desde que não alterem a trajetória da moeda.

Nesse sentido, operadores afirmaram acreditar que o BC não tem como objetivo manter o câmbio em algum patamar específico, querendo apenas moderar o movimento.

Muitos operadores acreditavam que Tombini almejaria proteger as exportações brasileiras de um dólar mais fraco.

Texto atualizado às 10h48

Acompanhe tudo sobre:CâmbioDólarMoedasMercado financeiroBanco Central

Mais de Mercados

Ibovespa fecha em leve baixa e interrompe sequência de recordes

Nike vai demitir 775 funcionários para apostar em automação

Dólar fecha em baixa com aversão aos Estados Unidos às vésperas do Fed

Vale lidera perdas do Ibovespa com novo transbordamento em mina