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Dólar segue perto da estabilidade à espera do BC

Expectativa dos agentes de câmbio locais é de que a moeda poderá continuar oscilando ao redor da estabilidade


	No mercado futuro, nesse horário, o dólar para novembro de 2012 subia 0,02%, a R$ 2,0315
 (Atta Kenare/AFP)

No mercado futuro, nesse horário, o dólar para novembro de 2012 subia 0,02%, a R$ 2,0315 (Atta Kenare/AFP)

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Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2012 às 09h31.

São Paulo - O mercado de câmbio doméstico pode se manter descolado do comportamento externo, a exemplo do que se viu na semana passada. A expectativa dos agentes de câmbio locais é de que a moeda poderá continuar oscilando ao redor da estabilidade e entre margens estreitas, em meio à expectativa de intervenção do Banco Central.

O dólar à vista no balcão começou a ser negociado a R$ 2,0270 (-0,05%) - na mínima. Até 10h09, atingiu máxima de R$ 2,0280, estável.

No mercado futuro, nesse horário, o dólar para novembro de 2012 subia 0,02%, a R$ 2,0315. A mínima foi de R$ 2,030 (-0,05%), registrada após a abertura em R$ 2,0305 (-0,02%). A máxima foi de R$ 2,0320 (+0,05%).

Diante da proximidade do fim de outubro, os agentes financeiros apostam que o BC fará a rolagem dos swaps reversos que vencem em 1º de novembro, que chegam a quase US$ 3 bilhões. Paralelamente, caso o dólar engate uma queda rumo ao R$ 2,02, o mercado conta com a possibilidade de um novo leilão de swap reverso, que equivaleria à compra de moeda no mercado futuro, visando puxar o preço à vista.

Especulações sobre mudanças na equipe econômica, com a saída do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para o Ministério da Fazenda e sua eventual substituição pelo diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Luiz Awazu Pereira, circulam no mercado, mas ainda não mexem com a formação de preço do dólar, disse um operador de câmbio de um banco.

Segundo relatório da LCA Consultoria, a informação consta do jornal Correio Braziliense. De acordo com uma coluna do jornal, passado o segundo turno das eleições municipais, a presidente Dilma Rousseff deverá promover algumas mudanças no seu ministério, inclusive na área econômica, a fim de restaurar a confiança do empresariado no governo e dar maior agilidade aos projetos de investimentos públicos, especula-se na mudança do comando do Ministério da Fazenda, ocupado atualmente por Guido Mantega. "Por enquanto, o mercado está parado", afirmou a mesma fonte.


Na abertura da sessão, a desvalorização da moeda norte-americana ante o real encontrou suporte no exterior. Lá fora, o euro mostra leve ganho ante a divisa dos Estados Unidos, que opera, por sua vez, em baixa em relação a moedas ligadas a commodities. A exceção é a alta do dólar em relação ao iene.

O euro avança ante o dólar com os traders aguardando uma série de indicadores econômicos da Europa esta semana e também com as expectativas de que a Espanha peça um pacote de resgate aos seus parceiros da União Europeia, após a realização de eleições regionais no país.

Já o iene cai para o menor nível em vários meses em relação ao dólar e ao euro, após a divulgação de uma série de dados sobre o comércio externo do Japão. O Japão, que historicamente depende das exportações para crescer, teve um déficit comercial de 558,6 bilhões de ienes (cerca de US$ 7,04 bilhões) em setembro, no terceiro mês seguido de saldo negativo na balança comercial. O dado ruim eleva as expectativas de que o banco central do país adote novas medidas de relaxamento monetário na semana que vem.

Por volta das 10h02 (de Brasília), o euro estava cotado a US$ 1,3068, de US$ 1,3023 no fim da tarde de sexta-feira em Nova York. O dólar subia para 79,82 ienes, de 79,32 ienes na sexta-feira. O dólar norte-americano caía ante o dólar australiano (-0,02%), o dólar canadense (-0,07%), a rupia indiana (-0,67%) e o dólar neozelandês (-0,27%).

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