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Dólar fecha próximo a máximas recordes na véspera de ata do Copom

A moeda norte-americana encerrou o pegão desta segunda-feira sendo negociada a R$ 4,32

Dólar: moeda americana ficou perto da estabilidade nesta segunda-feira (Anadolu Agency/Getty Images)

Dólar: moeda americana ficou perto da estabilidade nesta segunda-feira (Anadolu Agency/Getty Images)

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Reuters

Publicado em 10 de fevereiro de 2020 às 09h10.

Última atualização em 10 de fevereiro de 2020 às 18h06.

São Paulo - O dólar ficou perto da estabilidade ante o real nesta segunda-feira, colado em máximas recordes, num dia sem grandes catalisadores nos mercados financeiros globais e na véspera da divulgação de documento no qual o Banco Central pode dar mais sinalizações sobre o juro básico, variável que tem tido influência sobre a taxa de câmbio.

O dólar à vista fechou a 4,3209 reais na venda, ante taxa de 4,3210 reais na venda, a máxima recorde para um encerramento de sessão. Na B3, o dólar futuro tinha variação positiva de 0,08%, a 4,3295 reais.

O BC adotou um tom mais duro em seu comunicado de política monetária da semana passada, citando interrupção do ciclo de cortes da Selic, mas alguns analistas avaliam que a ata do Copom poderá não fechar totalmente a porta para novas reduções de taxa.

A queda dos juros a mínimas recordes tem minado a atratividade do real, uma vez que reduz a "vantagem" dos juros locais em relação a outros mercados emergentes.

"Não vemos indícios de redução mais rápida da ociosidade (da economia) nem de qualquer pressão altista mais duradoura na inflação. Assim, as atuais condições macroeconômicas domésticas e externas ainda mostram espaço para quedas adicionais da Selic", disse a gestora Kapitalo em carta mensal. A Kapitalo, porém, diz que segue "comprada" em real --ou seja, apostando na valorização da divisa brasileira.

A força do dólar foi mais visível nesta sessão sobretudo ante divisas de países exportadores de commodities, como peso colombiano, que caía a mínimas em dois meses em meio à queda nos preços do petróleo. O índice CRB de matérias-primas cedia 0,7%, não distante de mínimas desde agosto do ano passado.

A desvalorização das commodities pressiona o chamado termos de troca (razão entre preços de exportações e importações), o que reduz a entrada de dólares via comércio exterior.

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