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Dólar pede força, recua e fecha a R$ 1,7210

No fechamento, o dólar à vista recuou 0,17%, para R$ 1,7210 no balcão

Oficiais do Tesouro reuniram-se com os 20 'primary dealers' que participam das negociações da dívida (AFP)

Oficiais do Tesouro reuniram-se com os 20 'primary dealers' que participam das negociações da dívida (AFP)

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Da Redação

Publicado em 16 de fevereiro de 2012 às 16h24.

São Paulo - Após os dados positivos dos Estados Unidos sustentarem a valorização do dólar na primeira parte dos negócios, a moeda perdeu força e começou a tarde em baixa ante o euro e o real. No fechamento, o dólar à vista recuou 0,17%, para R$ 1,7210 no balcão - após acumular alta de 0,47% nos dois dias anteriores. Na BM&F, o dólar spot encerrou com leve alta de 0,05%, a R$ 1,7223, logo após atingir uma mínima de R$ 1,7208 (-0,04%).

O dólar virou para baixo depois que uma fonte do Ministério de Finanças da Alemanha negou que o segundo pacote de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e União Europeia à Grécia, no valor de 130 bilhões de euros, será adiado para depois das eleições em abril ou dividido e também descartou um empréstimo-ponte ao país. A informação trouxe alívio porque cresceu recentemente a desconfiança sobre a capacidade de a Grécia evitar o default desordenado assim como a descrença em uma solução definitiva para o país. Aqui, os ingressos de recursos prosseguiram e também favoreceram a devolução de ganhos pelo dólar na sessão vespertina.

Pela manhã, o dólar à vista atingiu uma máxima de R$ 1,7380, alta de 0,81% no balcão. No mercado futuro, a máxima do dólar março 2012 foi de R$ 1,7430, alta de 0,49%. Já o euro chegou a recuar à mínima mais cedo, de US$ 1,2974, ante US$ 1,3068 no fim da tarde de ontem.

Nos Estados Unidos, o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 13 mil, para 348 mil na última semana, contrariando a previsão de 7 mil solicitações. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) avançou 0,1% em janeiro ante dezembro, com ajuste sazonal (abaixo da previsão de alta de 0,4%), mas o núcleo, que exclui os preços voláteis de energia e alimentos, subiu 0,4%, o maior ganho mensal desde julho do ano passado. Já as construções de imóveis residenciais aumentaram 1,5% em janeiro, ante dezembro, e foi melhor do que as expectativas.

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