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Dólar hoje: fechou estável em semana de divulgação do IPCA-15

A moeda americana opera estável em semana de divulgação do IPCA-15

Dolar (halduns/Getty Images)

Dolar (halduns/Getty Images)

Ana Cardim
Ana Cardim

Redatora

Publicado em 27 de novembro de 2023 às 10h29.

Última atualização em 27 de novembro de 2023 às 17h07.

O dólar hoje, 27, fechou perto da estabilidade, com alta de 0,03% a R$ 4,899, com semana de divulgação do IPCA-15. No mais recente Boletim Focus, a previsão para a inflação deste ano experimentou uma nova redução, caindo de 4,55% para 4,53%. Em comparação ao mês anterior, quando a mediana era de 4,63%, observa-se uma trajetória de queda. Para o ano de 2024, que representa um ponto focal na política monetária, a projeção permaneceu estável em 3,91%, ante 3,90% há um mês.

Além disso, houve uma ligeira diminuição na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2023. A mediana para o crescimento da atividade econômica neste ano passou de 2,85% para 2,84%, em comparação com os 2,89% registrados no prognóstico do mês anterior. Quanto às projeções para a taxa básica de juros, a Selic, estas permanecem em 11,75% (2023), 9,25% (2024), 8,75% (2025) e 8,50% (2026).

Quanto está o dólar hoje?

O dólar comercial hoje opera estável, a R$ 4,899. Nas casas de câmbio, o dólar turismo está sendo cotado a R$5,000. Na última sexta-feira, a moeda americana fechou em queda de 0,17% a R$ 4,898.

Cotação do dólar

Dólar comercial

  • Venda: R$ 4,900
  • Compra: R$ 4,899

Dólar turismo

  • Venda: R$ 5,106
  • Compra: R$5,020

          O que move o mercado?

          • Lucro Industrial na China: As bolsas registraram queda devido à contração mais pronunciada do que o esperado no setor industrial da China, com uma queda de 7,8% nos lucros em outubro, em comparação a uma expectativa de 6,7%.
          • Proposta de Fusão Vibra-Eneva: Investidores reagem à proposta de fusão entre Eneva e Vibra, anunciada recentemente, onde as ações da Eneva foram incorporadas pela Vibra, resultando em uma empresa consolidada em que os acionistas de ambas as empresas detêm 50% de participação.
          • Acordo da Americanas com Credores: A Americanas assina um acordo vinculante com credores detentores de 35% de sua dívida, comprometendo-se a apoiar o plano de recuperação judicial, participar do aumento de capital previsto e não tomar ações financeiras aos termos do acordo ou às transações contempladas sem plano de recuperação.

          Qual a diferença do dólar comercial para o dólar turismo?

          dólar comercial trata-se de milhares de dólares em transação no mercado de câmbio. Isso computa exportações, importações, transferências financeiras milionárias e que normalmente são feitas por grandes empresas e bancos.

          Já o dólar turismo é comprado por pessoas físicas, normalmente em casas de câmbio, em menores quantidades para viagens ou até passado no cartão de crédito.

          Por que o dólar turismo é mais caro?

          cotação do dólar turismo é mais cara, pois são compras muito menores do câmbio, ao contrário das transações feitas por grandes empresas e instituições. Logo, seu custo operacional com transporte de notas e taxa de corretoras ficam mais alto.

          Por que o dólar cai?

          Basicamente, o preço em relação ao real é calculado em função da disponibilidade de dólares no mercado brasileiro. Ou, seja, quando há uma grande quantidade de moeda norte-americana no país, a tendência é que o preço dela caia em relação ao real, já a baixa disponibilidade da moeda, por outro lado, faz com que o câmbio norte-americano se valorize em relação a nossa moeda.

          Banco Central também tem o poder intervir na cotação. Quando a moeda americana dispara, é comum que o órgão use parte de sua reserva para injetar dólares na economia. Com mais disponibilidade, a cotação da moeda americana tende a cair.

          Quais os impactos da queda do dólar?

          A queda do dólar frente ao real traz impactos significativos para a economia brasileira. Entre os principais efeitos estão:

          • Exportações: Com um real mais valorizado, as exportações brasileiras tornam-se mais competitivas, impulsionando o setor e favorecendo a balança comercial.
          • Inflação: Uma cotação do dólar mais baixa pode ajudar a conter a inflação, uma vez que reduz o custo de importação de produtos.
          • Investimentos estrangeiros: Um real mais forte pode atrair investimentos estrangeiros para o país, impulsionando a economia e estimulando o crescimento de diversos setores.

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