Mercados

Dólar fecha em alta, em linha com exterior

Movimento esteve relacionado à eleição parlamentar realizada ontem na Grécia, vencida pelo partido de oposição Syriza


	Dólar: nos negócios de balcão, o dólar à vista encerrou nesta segunda-feira, 26, a R$ 2,587
 (Karen Bleier/AFP)

Dólar: nos negócios de balcão, o dólar à vista encerrou nesta segunda-feira, 26, a R$ 2,587 (Karen Bleier/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de janeiro de 2015 às 16h16.

São Paulo - O dólar encerrou a sessão em alta ante o real, pautada principalmente pelo exterior, onde a moeda exibiu avanço ante as demais divisas de países emergentes.

Este movimento, por sua vez, esteve relacionado à eleição parlamentar realizada ontem na Grécia, vencida pelo partido de oposição Syriza.

Os investidores também buscaram a segurança do dólar por causa da agenda carregada de eventos ao longo da semana, com destaque para a decisão de política monetária nos EUA e para a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil.

A trajetória do câmbio influenciou as taxas de juros, que também subiram.

Nos negócios de balcão, o dólar à vista encerrou nesta segunda-feira, 26, a R$ 2,587 (+0,19%).

Na mínima, perto das 15 horas, ficou estável em R$ 2,582 e, na máxima, pouco depois das 11 horas, subiu a R$ 2,608 (+1,01%).

O giro no mercado à vista estava em US$ 972 milhões perto das 16h30, sendo US$ 946 milhões em D+2.

No segmento futuro, o dólar para fevereiro era cotado em R$ 2,592 (+0,23%).

Após registrar perdas nas últimas semanas, a moeda oscilou em alta praticamente o dia todo.

Passou a manhã em alta firme, a despeito dos leilões de swap realizados pelo Banco Central.

Os ganhos foram puxados por fluxo negativo de importadores e estiveram alinhados ao movimento global, onde pesaram as incertezas sobre o futuro da Grécia após a vitória da oposição nas eleições parlamentares.

Como o partido Syriza é contrário à disciplina fiscal imposta pelos credores aos gregos, há o temor de que o país possa sair da zona do euro.

O líder do Syriza, Alexis Tsipras, já foi empossado como o novo primeiro-ministro.

Fontes do Syriza disseram que ele iniciará deliberações com os credores internacionais até a próxima reunião de ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, marcada para 16 de fevereiro.

À tarde, a pressão perdeu força e o dólar chegou, na mínima, a zerar os ganhos, refletindo ajustes técnicos e também um certo alívio no exterior.

Em seguida, a moeda retomou a alta, após a divulgação dos dados da balança comercial. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a balança voltou a registrar déficit pela quarta semana consecutiva, com negativo em US$ 868 milhões na semana passada.

No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10,557 bilhões, as importações, U$S 12,887 bilhões, resultando em um déficit de US$ 2,330 bilhões.

Contudo, a retomada do avanço foi moderada, já que os investidores, de maneira geral, preferem evitar grandes exposições antes dos eventos da semana.

Na quarta-feira, haverá reunião de política monetária do Federal Reserve e, na quinta-feira, o Copom publicará a ata da reunião da semana passada.

Além disso, amanhã a presidente Dilma realizará sua primeira reunião ministerial do segundo mandato e a expectativa é de que peça apoio dos ministros para o esforço fiscal em curso.

Pela manhã, o Banco Central vendeu os 2 mil contratos de swap cambial ofertados na operação diária, com total de US$ 98,6 milhões.

E vendeu 10 mil contratos ofertados na operação de rolagem de títulos que vencem em 2 de janeiro de 2015. O valor total da operação foi de US$ 492,4 milhões.

Acompanhe tudo sobre:CâmbioDólarMoedas

Mais de Mercados

Lucro da SoftBank dispara com aposta na OpenAI

Guerra no Irã drena estoques globais de petróleo em ritmo recorde, diz AIE

IPP nos EUA, vendas do varejo no Brasil e petróleo em foco: o que move os mercados

Mesmo com taxa das blusinhas, vestuário chinês era até 13% mais barato