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Copel (CPLE6) dispara mais de 20% com plano de privatização

Governador do Paraná informou ter a intenção de transformar companhia em "corporação", sem acionista controlador

Copel (Copel/Divulgação)

Copel (Copel/Divulgação)

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Guilherme Guilherme

21 de novembro de 2022, 14h07

As ações da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel, CPLE6) chegam a subir mais de 20% nesta segunda-feira, 21, após a companhia informar ter recebido uma carta do governador reeleito do Estado do Paraná Ratinho Junior sobre sua intenção de privatizar a companhia.

Segundo a carta, divulgada ao mercado por meio de fato relevante, o governador pretende tranformar a companhia em uma corporação, sem acionista controlador -- posto hoje ocupado pelo governo do Estado do Paraná.

O plano de privatização da Copel

A privatização se daria, de acordo com o modelo proposto, por um follow-on de distribuição secudária de ações ordinárias e de units. O dinheiro arrecadado com as vendas de ações, disse a carta, serviria "para suprir necessidades de investimento do Estado do Paraná, bem como a valorização de suas ações remanescentes detidas na Copel".

Pelo modelo de governança em análise para ser implementado após a operação, o Paraná permaneceria com pelo menos 15% de participação na Copel e ao menos 10% da quantidade de votos. Atualmente, o Paraná tem 69,7% das ações ordinárias, com direito a voto, e 31% do total das ações.

O modelo ainda previria algumas travas de forma a não permitir que outro acionista tivesse relevância maior na Copel do que o Estado do Paraná, não permitindo que nenhum outro acionista tivesse mais de 10% das ações com direito a voto. Outras medidas em análise são a vedação de acordos de acionistas para exercício de direito de voto superior a 10% e a permanência da sede da Copel no Paraná.

A Copel ressaltou que a proposta "depende de determinadas autorizações legais que serão avaliadas" e que irá "avaliar o modelo proposto e os procedimentos específicos para sua efetivação, incluindo a eventual convocação da assembleia geral para deliberar sobre o assunto".

No mercado, a notícia foi comemorada.

"Entendemos o movimento como extremamente positivo para as ações de Copel. Destacamos que a novidade dispõe forte potencial para destravar valor ao papel da companhia", avaliaram analistas da Ativa em nota.

Os planos de privatizar a Copel também impulsiona ações de outras estatais estaduais, na expectativa de que outros governadores sigam a linha do paranaense. A paulista Sabesp (SBSP3), sobe mais de 6% e a mineira Cemig (CMIG4), mais de 9%.