O Madison Square Garden, tradicional arena que abriga os jogos de Knicks e Rangers. (Divulgação) (Divulgação)
Redator na Exame
Publicado em 3 de outubro de 2026 às 09h41.
RESUMO | A MSG Sports anunciou a divisão de seus dois principais ativos esportivos — o New York Knicks (NBA) e o New York Rangers (NHL) — em duas companhias abertas distintas e negociadas separadamente na bolsa de valores a partir de outubro de 2026.
O mercado financeiro e o esporte norte-americano registrarão uma mudança estrutural histórica. A MSG Sports anunciou oficialmente que o New York Knicks (da NBA) e o New York Rangers (da NHL) serão desmembrados em duas empresas de capital aberto distintas, com negociações independentes na bolsa de valores a partir do final de outubro de 2026.
Segundo o The Athletic, a transação, aprovada pelo conselho de administração da empresa, tem conclusão prevista para o dia 26 de outubro de 2026. O movimento corporativo coroa um período de forte valorização e contraste esportivo entre as franquias: os Knicks chegam embalados pelo título da NBA conquistado em junho, enquanto os Rangers passam por um processo de reestruturação após ficarem fora dos playoffs nas últimas duas temporadas.
Com a cisão aprovada sob a liderança executiva de James Dolan — que atuará como presidente executivo e CEO de ambas as companhias resultantes —, o desenho societário será dividido da seguinte forma:
O conselho de administração das novas empresas contará com figuras históricas dos bastidores da NBA. O ex-presidente e técnico dos Knicks, Isiah Thomas, integrará o conselho da MSG Knickerbockers Corp., enquanto o ex-presidente da franquia Steve Mills ocupará assento no conselho da MSG Rangers Corp.
A decisão de separar as franquias ocorre após um ano fiscal lucrativo. De acordo com o balanço financeiro encerrado em 30 de junho, a MSG Sports reportou uma receita total de US$ 1,153 bilhão (aproximadamente R$ 6,35 bilhões) e lucros da ordem de US$ 59 milhões (cerca de R$ 325 milhões).
O impacto esportivo e comercial da campanha do título dos Knicks foi determinante para o caixa: a franquia de basquete gerou uma receita adicional de US$ 66.9 milhões (cerca de R$ 368,6 milhões) apenas com a campanha de playoffs em relação ao ano anterior. A separação consolida mais um capítulo da reestruturação liderada por James Dolan, que em 2020 já havia desmembrado as equipes da operação física da arena do Madison Square Garden (que manteve um contrato de arrendamento de 35 anos assinado em 2021 com os times).
O ecossistema corporativo conhecido popularmente como MSG passou por profundas reestruturações ao longo dos anos, transformando-se em uma das holdings de mídia, arenas e franquias esportivas mais influentes do planeta. Sob a liderança do empresário James Dolan, o grupo dividiu suas operações em corporações de capital aberto independentes para otimizar a gestão de seus ativos. Para entender a grandiosidade da marca, é preciso olhar para os seus principais braços operacionais:
Essa fragmentação estratégica permite que investidores e o mercado financeiro avaliem separadamente o rendimento das equipes de basquete e hóquei, a bilheteria de megashows em arenas históricas e as apostas tecnológicas em experiências imersivas globais.
A diretoria aprovou a divisão dos times em duas empresas de capital aberto independentes, permitindo que sejam negociadas separadamente na bolsa de valores.
A partir de 27 de outubro de 2026, os Knicks serão negociados sob o símbolo "MSGK" e os Rangers sob o símbolo "MSGR".
James Dolan assumirá como presidente executivo e CEO de ambas as empresas resultantes do desmembramento.
A holding registrou US$ 1,153 bilhão (cerca de R$ 6,35 bilhões) em receitas no último ano fiscal, impulsionada pelo forte retorno financeiro da campanha do título dos Knicks na NBA.