Acompanhe:

Commodities afundam com surtos de Covid e protestos na China

As commodities afundaram com o agravamento dos surtos de Covid na China e uma série de protestos de rua em todo o país que ameaçam a atividade econômica

Mercado: cobre teve queda de até 2% em Londres, enquanto o minério de ferro caiu até 3,2% e os futuros de petróleo West Texas Intermediate despencaram até 3,5% em Nova York (Monty Rakusen/Getty Images)

Mercado: cobre teve queda de até 2% em Londres, enquanto o minério de ferro caiu até 3,2% e os futuros de petróleo West Texas Intermediate despencaram até 3,5% em Nova York (Monty Rakusen/Getty Images)

B
Bloomberg

28 de novembro de 2022, 09h28

As commodities afundaram com o agravamento dos surtos de Covid na China e uma série de protestos de rua em todo o país que ameaçam a atividade econômica e a demanda por energia, alimentos e matérias-primas.

O cobre teve queda de até 2% em Londres, enquanto o minério de ferro caiu até 3,2% e os futuros de petróleo West Texas Intermediate despencaram até 3,5% em Nova York, para o nível mais baixo desde dezembro de 2021.

A causa imediata da indignação da população chinesa são as políticas restritivas do governo contra Covid, responsabilizadas por contribuir para mortes em um que incêndio em Xinjiang na semana passada. Pequim poderia responder afrouxando ainda mais os controles — que já sinalizou como seu plano de longo prazo — ou com repressão ainda mais severa para conter a agitação social.

Um retorno a confinamentos mais rígidos reduziria ainda mais a demanda por várias commodities importantes. A China é o maior importador de tudo, desde petróleo a minério de ferro e soja, e as compras já desaceleraram este ano devido à desaceleração da economia.

Uma flexibilização das restrições, por outro lado, deve impulsionar a segunda maior economia do mundo, apoiando a demanda por combustíveis e metais e elevando o consumo de energia industrial.

“A situação na China continua pesando nos mercados de metais, com casos recordes novamente anunciados no fim de semana, juntamente com os protestos amplamente divulgados”, disse Colin Hamilton, diretor administrativo de pesquisa de commodities da BMO Capital Markets, em nota. “Esperamos que os novos lockdowns prejudiquem a confiança do mercado no final do ano e, com isso, atrasem algumas compras de matérias-primas no próximo mês.”

Os temores sobre o agravamento da situação do vírus na China e as restrições do governo ofuscaram o impacto das mais recentes medidas de estímulo de Pequim — como o corte no depósito compulsório dos bancos — anunciadas na sexta-feira, de acordo com nota do Shanghai Metals Market. As vendas de fabricantes estão caindo bem no momento em que os controles mais rígidos contra Covid atingem a economia real e o consumo de cobre, disse.