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Coca-Cola (COCA34) registra alta de 14% no lucro líquido do 3T22

A gigante das bebidas registrou uma alta nas vendas, mas o resultado foi impactado pela inflação, que correu as margens

Coca-Cola (COCA34) (Coca-cola Company/Divulgação)

Coca-Cola (COCA34) (Coca-cola Company/Divulgação)

Carlo Cauti
Carlo Cauti

25 de outubro de 2022, 11h58

A Coca-Cola (COCA34) divulgou nesta terça-feira, 25, seu resultado do terceiro trimestre de 2022. 

A receita líquida da Coca-Cola entre julho e setembro de 2022 foi de US$ 11,06 bilhões, alta de 10% na comparação com o mesmo período de 2021, quando tinha sido de US$ 10,04 bilhões.

O lucro líquido da gigante das bebidas foi de US$ 2,82 bilhões, alta de 14% na comparação com US$ 2,47 bilhões registrados no mesmo período de 2021.

O aumento da receita teria sido impulsionado por uma lata de 12% nos preços de seus produtos. Um efeito inflacionário que mitigou o impacto de um resultado cambial negativo de 8% sobre o faturamento.

A margem operacional foi de 27,9% no terceiro trimestre de 2021 contra 28,9% do mesmo período do ano passado. O fluxo de caixa foi de US$ 8,1 bilhões no acumulado do ano, em queda de US$ 1,2 bilhão em relação ao ano anterior.

CEO da Coca-Cola (COCA34) comemora resultado

“Nossas fortes capacidades e as preferências do consumidor continuam a nos ajudar a vencer no mercado”, declarou James Quincey, presidente e CEO da Coca-Cola, “Nosso negócio é resiliente em meio a um ambiente operacional e macroeconômico dinâmico. Estamos investindo em nosso forte portfólio de marcas, que é a base de nossa capacidade de entregar valor de longo prazo para nossos acionistas”.

A receita orgânica da Coca-Cola subiu 16%, impulsionada pelos preços mais elevados em todo o portfólio da empresa. Segundo os analistas, será justamente a inflação que vai continuar aumentando o faturamento da Coca-Cola nos próximos 12 meses, mas vai também corroer seu lucro, pois as despesas também aumentarão proporcionalmente.

O volume de venda da Coca-Cola aumentou 4% no terceiro trimestre. O segmento de refrigerantes com gás da Coca-Cola, que inclui o refrigerante homônimo, registrou um crescimento de volume de 3%. A Coca-Cola Zero voltou a se destacar, com seu volume crescendo 11% no trimestre.

A divisão de hidratação, esportes, café e chá da empresa teve um crescimento de volume de 5%, impulsionado pela Powerade, Bodyarmor e pela expansão da Costa Coffee.

A divisão de nutrição, sucos, laticínios e bebidas à base de plantas da Coca-Cola registrou volume estável no trimestre. Segundo a empresa, esse desempenho fraco se deve à queda na demanda por marcas locais na Europa Oriental.