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BTG Pactual abre plataforma de securitização a concorrentes e gestores

Plataforma já movimentou mais de R$ 160 bilhões em operações e terá governança própria para evitar conflito de interesse com o banco

De uso interno ao mercado: BTG Pactual reposiciona sua securitizadora BSec (Leandro Fonseca/Exame)

De uso interno ao mercado: BTG Pactual reposiciona sua securitizadora BSec (Leandro Fonseca/Exame)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 16 de julho de 2026 às 06h00.

Última atualização em 16 de julho de 2026 às 10h28.

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O BTG Pactual decidiu abrir ao mercado a BSec, sua plataforma de securitização, que até agora funcionava de forma majoritariamente interna. A companhia passa a oferecer a empresas, gestores, instituições financeiras e investidores a mesma estrutura de crédito estruturado que o banco vinha usando internamente.

A mudança acontece num momento de expansão do mercado de securitização, que tem ganhado espaço como alternativa de financiamento para empresas de diferentes setores da economia.

Na prática, a BSec passa a reunir em uma única plataforma os serviços que antes estavam espalhados entre diferentes áreas: securitização, escrituração de Renda Fixa, Renda Variável e Fundos, atuação como banco liquidante, Agente de Garantias, Relações com Investidores as a Service (RIaaS) e administração e custódia de FIDCs.

A ideia é reduzir a complexidade operacional de quem estrutura uma emissão. Em vez de contratar cada etapa separadamente, o cliente encontra tudo dentro do mesmo fluxo, o que tende a acelerar processos e baratear custos.

Segundo o BTG, o volume já movimentado pelas operações que compõem esse ecossistema soma mais de R$ 160 bilhões, entre estruturação e administração de ativos.

CRI, CRA e debêntures securitizadas

A BSec vai atuar na estruturação e emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Certificados de Recebíveis (CR) e Debêntures Securitizadas, conectando quem origina o crédito aos investidores que compram esses papéis no mercado de capitais.

Como a plataforma nasceu dentro de um banco, mas vai atender também concorrentes, a companhia terá governança própria, com segregação total de informações em relação às demais áreas do BTG Pactual.

Com isso, cria uma barreira de informação, mecanismo que o mercado e os reguladores costumam cobrar de instituições financeiras que combinam atividade bancária com prestação de serviços a terceiros, justamente para evitar conflito de interesse.

Para Cesar Ribeiro, sócio do BTG Pactual à frente da BSec, a proposta responde a uma demanda do mercado por estruturas especializadas. "O mercado demanda cada vez mais estruturas especializadas, capazes de conectar originadores e investidores de forma eficiente e segura. Nosso objetivo é ser uma plataforma de referência para parceiros que buscam expertise técnica, agilidade na execução e padrões elevados de governança e excelência", conclui.

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