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Bolsas europeias sobem com dados dos EUA e China

Por Regina Cardeal Londres - As bolsas europeias subiram com força nesta quarta-feira, com dados econômicos da Europa, EUA e China ajudando a desviar temporariamente o foco dos temores com a dívida soberana europeia. Os investidores compraram sobretudo ações do setor financeiro, que haviam caído sensivelmente nos últimos dias. A alta na Europa foi acentuada […]

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Da Redação

Publicado em 1 de dezembro de 2010 às 15h42.

Por Regina Cardeal

Londres - As bolsas europeias subiram com força nesta quarta-feira, com dados econômicos da Europa, EUA e China ajudando a desviar temporariamente o foco dos temores com a dívida soberana europeia. Os investidores compraram sobretudo ações do setor financeiro, que haviam caído sensivelmente nos últimos dias.

A alta na Europa foi acentuada depois da divulgação nos EUA de que o setor privado norte-americano criou 93 mil empregos em novembro, em comparação a outubro, segundo o relatório da ADP/Macroeconomic Advisers. O aumento superou a expectativa dos economistas consultados pela Dow Jones, que previam criação de 70 mil vagas.

O anúncio se seguiu ao de dados fortes do setor manufatureiro da China e da Europa. Os números do Reino Unido foram particularmente robustos, com o índice dos gerentes de compra do país atingindo uma máxima em 16 anos.

Londres

O índice Stoxx Europe 600 fechou em alta de 2% aos 267,11 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 2,1%, para fechar aos 5.642,50 pontos. As ações do Royal Bank of Scotland Group dispararam 6,1%. A seguradora Prudential PLC avançou 5,5%.

Frankfurt

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 2,7% para 6.866,63 pontos. Volkswagen subiu 3,2% após os detentores da Porsche aprovarem um aumento de capital de cinco bilhões de euros, impulsionando outras ações do setor automobilístico. BMW subiu 5,1%. E.On subiu 1,5% depois de vender sua participação de 3,5% na Gazprom. No setor financeiro, Deutsche Bank fechou com alta de 2,9%.

Paris

Em Paris, o CAC-40 fechou em alta de 1,6% aos 3.669,29 pontos. Carrefour teve o pior desempenho do dia, caindo 5,6%, após a companhia inesperadamente rebaixar sua meta de lucro para o ano. Ontem, o Carrefour divulgou em comunicado que em 2010 deve sofrer um encargo de 550 milhões de euros (US$ 722 milhões) no Brasil, em comparação aos 180 milhões de euros (US$ 236 milhões) estimados anteriormente. Em contrapartida, Société Générale subiu 4,5%, após cair 8% nas três sessões anteriores.

Madri

A Bolsa da Espanha apresentou alta particularmente expressiva. O índice IBEX-35, de Madri, avançou 4,4%, recuperando-se parcialmente de perdas recentes. BBVA subiu 7,3% e Santander avançou 7,2%. O primeiro-ministro da Espanha, Jose Luis Rodriguez Zapatero, anunciou novas medidas destinadas a cortar o gasto do governo e estimular o crescimento econômico, incluindo a privatização dos dois principais aeroportos do país e incentivos fiscais para companhias de pequeno e médio porte.

Declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, ajudaram a impulsionar o rali espanhol, aumentando a expectativa de que o BCE poderá comprar mais bônus de governos periféricos da UE. O conselho diretor do BCE terá uma reunião amanhã.

Portugal, Irlanda e Grécia

Outros mercados periféricos também ensaiaram recuperação. Em Lisboa, o índice PSI-20 ganhou 3%. Na Irlanda, o ISEQ subiu 1,5%. O ASE Composto, da Grécia, avançou 3,9%. As informações são da Dow Jones.

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