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Bolsas europeias caem com dados fracos e dívida grega

Londres - As bolsas europeias fecharam com quedas significativas, pressionadas por indicadores econômicos fracos e pela contínua incerteza sobre uma potencial reestruturação da dívida da Grécia. O índice Stoxx Europe 600 encerrou o dia em baixa de 1%, aos 277,28 pontos. A Bolsa de Frankfurt foi destaque negativo, com queda de 1,77%, para 7.256,65 pontos. […]

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Da Redação

Publicado em 17 de maio de 2011 às 14h59.

Londres - As bolsas europeias fecharam com quedas significativas, pressionadas por indicadores econômicos fracos e pela contínua incerteza sobre uma potencial reestruturação da dívida da Grécia. O índice Stoxx Europe 600 encerrou o dia em baixa de 1%, aos 277,28 pontos.

A Bolsa de Frankfurt foi destaque negativo, com queda de 1,77%, para 7.256,65 pontos. ThyssenKrupp recuou 3,7% depois de a recomendação das ações da empresa ter sido rebaixada pelo Société Générale de "comprar" para "vender". A empresa do setor químico Basf caiu 3,1% e Infineon Technologies cedeu 3,9%.

Um dos fatores de pressão foi o anúncio de que o índice ZEW de expectativa econômica caiu pelo terceiro mês seguido em maio, para 3,1 pontos - o pior resultado desde novembro do ano passado e abaixo das previsões de 3,5 pontos. Os EUA também divulgaram um indicador que pesou sobre o sentimento dos investidores. A produção industrial do país ficou estável em abril, contra a previsão de alta de 0,3%.

Em Paris, o índice CAC-40 caiu 1,21%, para 3.941,58 pontos. As ações do conglomerado Bouygues - cujas operações vão de construção a telecomunicações - cederam 3,4%. A companhia anunciou ontem uma queda de 81% no lucro no primeiro trimestre deste ano. Carrefour teve o melhor desempenho entre as ações francesas, após confirmar suas previsões para 2011 e dizer que vê sinais animadores na Bélgica e na Espanha.

O índice FT-100 de Londres declinou 1,06%, para 5.861,00 pontos. No setor de tecnologia, ARM Holdings perdeu 4,6%. Vodafone anunciou lucro 7,8% menor no ano fiscal terminado em 31 de março, em razão de encargos na Espanha e em outros mercados europeus debilitados. A receita do grupo, porém, subiu 3,2% e superou as expectativas do mercado, o que fez as ações da empresa fecharem com ganho de 0,9%.

Outras companhias de telecomunicações europeias acompanharam o desempenho da Vodafone e fecharam em alta. BT Group subiu 0,4% em Londres e Telefónica avançou 0,2% em Madri.

As preocupações com os níveis de dívida dos EUA e de alguns países da zona do euro colaboraram para o clima negativo nas bolsas europeias. Após uma reunião de ministros europeus, Olli Rehn, comissário europeu para relações econômicas, afirmou que a Grécia precisa de novos esforços para lidar com sua crise econômica e reiterou que a reestruturação da dívida grega não é uma opção, embora uma "redefinição do perfil" dela - ou uma extensão voluntária do prazo para reembolso de investidores privados - possa ser avaliada.

No entanto, os declínios nas bolsas dos chamados países periféricos foram limitados pela notícia de ontem de que os ministros europeus aprovaram o pacote de resgate de 78 bilhões de euros para Portugal. O índice PSI-20 de Lisboa caiu 0,15%, para 7.730,58 pontos, com Banco BPI em alta de 1,2%. Em Madri, o índice Ibex-35 cedeu 0,55%, para 10.306,40 pontos, e em Atenas, o ASE Composto subiu 1,3%. O FTSE MIB da Bolsa de Milão recuou 1,27%, para 21.408,94 pontos. As informações são da Dow Jones.

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