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Bolsas da Europa sobem e Índice Stoxx avança 1,29%

As bolsas fecharam em forte alta impulsionadas por indicadores econômicos melhores do que o esperado na China


	Trabalhador da indústria: em agosto, a indústria chinesa produziu 10,4% mais que em igual mês do ano passado
 (China Photos/Getty Images)

Trabalhador da indústria: em agosto, a indústria chinesa produziu 10,4% mais que em igual mês do ano passado (China Photos/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 10 de setembro de 2013 às 14h00.

Londres - As bolsas da Europa fecharam em forte alta nesta terça-feira, 10, impulsionadas por indicadores econômicos melhores do que o esperado na China e a diminuição dos receios de um ataque à Síria. Nem mesmo dados negativos na França e na Itália foram suficientes para tirar o bom humor dos investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,29%, fechando a 309,80 pontos, o maior nível desde 22 de maio.

Durante a madrugada saíram dados positivos na China. Em agosto, a indústria chinesa produziu 10,4% mais que em igual mês do ano passado e o varejo vendeu 13,4% mais na mesma comparação. Analistas previam altas de 9,9% na produção e de 13,2% nas vendas. Já os investimentos em ativos fixos não rurais no país avançaram 20,3% no período de janeiro a agosto, ante igual intervalo de 2012.

Na Europa, o PIB da Itália no segundo trimestre foi revisado para contração de 0,3% ante o primeiro trimestre, quando a leitura original era de recessão de 0,2%. Já a produção industrial da França teve queda mensal de 0,6% em julho, quando os analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam alta de 0,5%.

Enquanto isso, diminuíram as tensões com a Síria, após a Rússia costurar, na segunda-feira, 9, um acordo para que o regime de Bashar al-Assad entregue suas armas para serem destruídas pela comunidade internacional. Apesar da proposta ser vista com ceticismo pelos Estados Unidos e alguns de seus aliados, o Congresso norte-americano já adiou uma votação preliminar sobre a Síria que estava marcada para amanhã e a percepção é que um ataque se tornou menos iminente.


Nos mercados europeus, a Bolsa de Milão registrou os menores ganhos, com o índice FTSE-Mib avançando 0,51%, para 17.332,42 pontos. O mercado é pressionado em função da possível cassação do mandato do senador Silvio Berlusconi. Um comitê do Senado italiano discute desde a segunda-feira, 9, a cassação do político, após ele ter sido condenado pelo Supremo Tribunal por fraude tributária.

Segundo a legislação italiana, um parlamentar com uma condenação superior a dois anos não pode exercer o mandato. Berlusconi foi condenado a quatro anos, mas em função de sua idade elevada ele cumprirá no máximo um ano de prisão domiciliar. Aliados do ex-premiê têm dito que se ele for cassado seu Partido do Povo da Liberdade (PDL) retirará o apoio ao governo de Enrico Letta, o que pode levar a novas eleições no país.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, teve alta de 2,06%, fechando a 8.446,54 pontos. A Lufthansa avançou 4,73%, com as companhias aéreas em geral impulsionadas pela perspectiva de que a situação na Síria possa ser resolvida por meios diplomáticos. O setor automotivo também teve um bom desempenho, em meio ao Frankfurt Motor Show (Volkswagen +4,43%, Daimler +2,21% e BMW +1,29%).

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE registrou ganho de 0,82%, terminando a 6.583,99 pontos. Novamente as companhias aéreas lideraram os ganhos, com destaque para easyJet (+7,18%) e IAG (+4,68%). Já as mineradoras de ouro fecharam no vermelho, com a Fresnillo recuando 3,47% e a Randgold Resources com perda de 4,58%.

Em Paris, o índice CAC-40 subiu 1,89% e fechou a 4.116,64 pontos. Os bancos registraram desempenho positivo, com Société Générale com valorização de 3,78% e BNP Paribas com alta de 2,47%. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, avançou 1,96%, a 8.801,60 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 ganhou 1,31%, para 6.031,88 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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