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O conglomerado alemão Bayer anunciou na última segunda-feira, 19, que vai cortar seus dividendos em 95%, numa tentativa de reduzir suas dívidas, que somavam quase €39 bilhões (R$ 208 bilhões) no final de setembro. A empresa ainda lida com as consequências da compra da Monsanto, concluída em 2018 por US$ 63 bilhões (R$ 312 bilhões). 

Os cortes eram esperados pelos analistas, mas foram muito mais brutais que o antecipado. O consenso do mercado era que a Bayer pagaria  €1,92 por ação para 2023, contra pagamento de €2,40 em 2022. No entanto, o grupo alertou que, este ano, pagará um dividendo de apenas €0,11 por ação, o mínimo exigido pela lei da Alemanha. A empresa disse também que planeja "pagar o mínimo legalmente exigido" para 2024 e 2025.

Em comunicado, a Bayer afirmou que estava enfrentando "um alto nível de dívida, combinado com altas taxas de juros e uma situação desafiadora de fluxo de caixa livre". Com a aquisição da Monsanto, a Bayer assumiu uma batalha legal de mais de 11 mil processos nos EUA sobre o Roundup, um herbicida de glifosato potencialmente cancerígeno, que resultou em pagamento de multas bilionárias.

O CEO Bill Anderson, que assumiu o cargo ano passado depois de liderar a unidade farmacêutica do concorrente suíço Roche, disse que a decisão "não foi tomada levianamente" e considerou "o feedback dos investidores". A reação não deve ser das melhores, uma vez que, anteriormente, a Bayer havia prometido pagar 30% de seus ganhos, que os analistas previam em cerca de €6 por ação por ano entre 2023 e 2025. Como resultado do movimento, o tamanho total de seu pagamento aos investidores para 2023 seria reduzido em mais de €2,2 bilhões.

Além da Monsanto

O conglomerado alemão ainda lida com o derretimento das suas ações, que caíram 51% nos últimos 12 meses. Em novembro do ano passado, os papéis atingiram mínima desde 2005 depois dos ensaios clínicos de um anticoagulante terem sido suspensos por falta de eficácia comprovada. O produto estava sendo estudado havia 18 anos. 

No mesmo mês, Anderson criticou o desempenho da Bayer, observando que "quase €50 bilhões em receita, mas o fluxo de caixa zero" simplesmente "não é aceitável". Ele deu início a uma grande reestruturação destinada a reduzir a burocracia interna. Na segunda-feira, a Bayer disse que a reestruturação incluirá "reduções significativas de empregos", sem fornecer detalhes. 

O grupo apresentará resultados anuais em 5 de março. Os analistas esperam um prejuízo líquido de €3,6 bilhões para 2023, abaixo de um lucro líquido de €4,15 bilhões em 2022. Segundo as expectativas do mercado, as vendas caíram 6,5% para €47,4 bilhões.

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