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Ação da PT SGPS afunda quase 5% e atinge mínima recorde

A PT SGPS tem como principal ativo uma participação de 27,5 por cento na brasileira Oi, na qual é a maior acionista


	Logo da Oi: a PT SGPS tem como principal ativo uma participação de 27,5 por cento na brasileira Oi
 (Dado Galdieri/Bloomberg)

Logo da Oi: a PT SGPS tem como principal ativo uma participação de 27,5 por cento na brasileira Oi (Dado Galdieri/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 20 de maio de 2015 às 10h27.

Lisboa - A ação da PT SGPS caía quase 5 por cento nesta quarta-feira, tendo atingido uma nova mínima histórica, penalizada pelos crescentes receios de que não será reembolsada de uma parte substancial do calote de 900 milhões de euros com o investimento em dívida da Rioforte, que foi alvo de um bloqueio judicial de bens, segundo operadores.

"A queda tem a ver com a enorme incerteza em relação à dívida da Rioforte. Simplesmente não sabemos até que ponto é que está perdido aquele valor", disse Alfredo Mendes, operador do Banco Best, em Lisboa.

Na terça-feira, a procuradoria-geral portuguesa anunciou que o Ministério Público do país bloqueou bens dos Espírito Santo, incluindo da falida holding Rioforte e de membros da família, visando garantir indenizações a lesados caso os inquéritos sobre eventuais crimes resultem em condenações.

O papel da companhia chegou a ser negociado a 0,4750 euro, mínima intradia. Às 9h44 desta quarta-feira, perdia 4,79 por cento, a 0,4770 euro.

As ações fecharam com queda de 3,09 por cento na sessão anterior.

"Sempre que a PT SGPS apresentar resultados, terá de ir considerando essa perda e estas questões e complicações legais têm um impacto negativo. O mercado continuará a especular sobre quanto será recuperado e quando", frisou.

A PT SGPS tem como principal ativo uma participação de 27,5 por cento na brasileira Oi, na qual é a maior acionista.

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