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AB InBev volta a crescer após três anos

Maior cervejaria do mundo registra alta de 0,8% no volume e lucro acima do esperado no primeiro trimestre

Stella Artois: marca impulsionou crescimento da empresa (monticelllo/Getty Images)

Stella Artois: marca impulsionou crescimento da empresa (monticelllo/Getty Images)

Publicado em 5 de maio de 2026 às 05h40.

A Anheuser-Busch InBev registrou crescimento no volume de vendas pela primeira vez em três anos. No primeiro trimestre, a alta foi de 0,8% na comparação anual, acima das projeções que previam queda de 0,5%.

O resultado marca a primeira expansão desde o início de 2023. No mesmo período, o lucro operacional orgânico avançou 5,3%, alcançando US$ 5,4 bilhões, acima das estimativas do mercado.

As ações da companhia subiram cerca de 7% nas negociações iniciais após a divulgação dos resultados.

O CEO Michel Doukeris atribuiu o desempenho à força do portfólio principal. As vendas de cervejas cresceram 1,2%, impulsionadas por marcas como Corona e Stella Artois.

A empresa também registrou avanço em categorias como cervejas sem álcool e bebidas fora do segmento tradicional.

Expansão em bebidas prontas

A companhia tem ampliado presença no segmento de bebidas prontas para consumo, conhecidas como RTD (ready-to-drink). Entre os produtos estão o coquetel enlatado Cutwater e o Mike’s Hard Lemonade.

Segundo dados da IWSR, o segmento é o único dentro de destilados com crescimento consistente. O avanço está associado ao consumo por jovens adultos e à busca por opções mais acessíveis e práticas.

Analistas apontam que eventos esportivos devem impulsionar a demanda. O Citi destacou que os resultados positivos antecedem a Copa do Mundo, que tende a elevar o consumo de cerveja.

O desempenho da AB InBev ocorre em um cenário de desaceleração global do setor. Fabricantes de bebidas alcoólicas enfrentam queda na demanda, pressionados pela redução da renda disponível e por mudanças no comportamento do consumidor.

A concorrente Heineken anunciou, em fevereiro, plano de corte de até 6.000 empregos ao longo de dois anos diante da retração nas vendas.

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