Acompanhe:

Em 2024, a China tem a missão de resolver o principal gargalo do país deixado por este ano: o descompasso entre os objetivos de longo e curto prazo. O desafio imediato é o colapso das vendas de imóveis e do setor imobiliário. O governo, no entanto, tem olhado para o horizonte mais à frente, de olho nas indústrias que podem movimentar a economia do país no longo prazo.

Para Andrew Batson, analista-chefe da economia chinesa na casa de análise Gavekal Research, a grande questão da política econômica chinesa este ano foi a convicção de que se poderia “ter tudo ao mesmo tempo”. 

“Havia a esperança de que construir indústrias de alta tecnologia para o horizonte mais longo e reforçar o país contra ameaças externas pudesse funcionar como um plano de estabilização a curto prazo”, afirmou Batson em relatório.

A estratégia, no entanto, sofre um problema de inconsistência no tempo. “Os setores do que a China deseja incentivar para o futuro, ainda são muito pequenos para compensar os danos do rápido declínio no setor imobiliário – mesmo entre aqueles já mais estabelecidos, como os de veículos elétricos”, defendeu.

A situação coloca o governo chinês em uma encruzilhada em 2024: manter a postura de foco no futuro ou endereçar os problemas do presente.

Segundo Batson, há uma inclinação para um maior apoio ao incentivo da demanda, “mas é difícil esperar uma grande aceleração no crescimento nominal na ausência de algum tipo de choque”. A questão é que o governo tem se mostrado relutante em fornecer um apoio direto ao setor imobiliário, o que inclusive permitiu o alastramento da crise durante este ano.

Em vez disso, o governo vem promovendo novos programas para aumentar a oferta de habitação pública, o que deverá dar algum apoio ao investimento imobiliário, mas poderá não ter muito efeito na procura privada, na avaliação do analista. “O comunicado não ofereceu novos sinais sobre o setor imobiliário. Pode haver um plano para resolver a crise, mas ele não está evidente”.

Veja também

Créditos

Últimas Notícias

Ver mais
China se opõe a qualquer ação que aumente ainda mais a tensão no Oriente Médio, diz porta-voz
Mundo

China se opõe a qualquer ação que aumente ainda mais a tensão no Oriente Médio, diz porta-voz

Há 14 horas

G7 mostra preocupação com 'políticas não mercantis' da China
Mundo

G7 mostra preocupação com 'políticas não mercantis' da China

Há 16 horas

Apple retira WhatsApp e Telegram do mercado da China
Tecnologia

Apple retira WhatsApp e Telegram do mercado da China

Há 21 horas

Quase metade das cidades chinesas estão afundando, aponta pesquisa
Mundo

Quase metade das cidades chinesas estão afundando, aponta pesquisa

Há 23 horas

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais