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Saint Paul e EXAME oferecem treinamento para aplicar inteligência artificial nos negócios (Unsplash/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 15 de setembro de 2026 às 17h42.
O avanço da inteligência artificial está mudando não apenas as ferramentas utilizadas pelas empresas, mas também as habilidades esperadas dos profissionais. Um levantamento da PwC publicado em 2026 aponta que as competências exigidas nas ocupações mais expostas à IA estão mudando mais de duas vezes mais rápido do que nas menos expostas.
Para quem trabalha, isso significa que conhecer as ferramentas de IA pode deixar de ser apenas uma habilidade complementar. Entender como a tecnologia funciona e onde ela pode ser aplicada também pode ajudar o profissional a identificar tarefas que podem ser automatizadas, aprimoradas ou reorganizadas.
A transformação não acontece apenas em funções diretamente ligadas à tecnologia. A pesquisa da PwC analisou dados de empregos em diferentes setores e identificou uma mudança acelerada nas competências demandadas em ocupações expostas à inteligência artificial.
Entre as habilidades que ganham importância estão atividades relacionadas a julgamento, criatividade, resolução de problemas e tomada de decisão. A lógica é que, quando determinadas tarefas passam a ser executadas com apoio de sistemas de IA, o profissional pode assumir atividades de maior complexidade.
Na prática, isso pode aparecer em diferentes áreas:
O uso profissional da inteligência artificial envolve mais do que saber escrever comandos para um chatbot. Também é necessário compreender quando utilizar a tecnologia, como avaliar suas respostas e de que maneira incorporá-la a processos de trabalho.
Essa diferença é relevante porque sistemas de IA podem produzir informações incorretas, interpretar contextos de forma inadequada ou apresentar respostas que precisam ser verificadas antes de serem utilizadas.
O treinamento é estruturado em quatro aulas práticas e online, com foco no uso técnico e operacional de ferramentas de inteligência artificial. A proposta é apresentar aplicações que possam ser incorporadas à rotina de quem trabalha.
Um dos caminhos é começar pelas tarefas que consomem tempo e seguem processos relativamente previsíveis. A partir daí, o profissional pode avaliar se a IA consegue acelerar parte da execução sem comprometer a qualidade.
Um exemplo é transformar uma atividade manual de análise em um processo dividido em etapas: organização das informações, identificação de padrões, geração de uma primeira versão e revisão humana.
Esse modelo também ajuda a delimitar o papel da tecnologia. A IA executa parte do trabalho, enquanto o profissional continua responsável por avaliar resultados, corrigir erros e tomar decisões.
A pesquisa da PwC mostra que a velocidade de transformação das competências varia conforme a exposição das ocupações à IA. Nas funções mais expostas, as habilidades necessárias mudam mais rapidamente.
Isso coloca a atualização profissional como parte importante da adaptação ao novo cenário de trabalho. O objetivo não é apenas aprender a utilizar uma ferramenta específica, mas entender como diferentes recursos podem ser aplicados a problemas concretos.