DeepSeek, ferramenta chinesa de inteligência artificial. (Nasir Kachroo/NurPhoto/Getty Images)
Redatora
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 15h50.
A DeepSeek vem ganhando espaço no debate sobre o futuro da inteligência artificial ao adotar uma abordagem baseada em código aberto — modelo no qual o funcionamento da tecnologia é disponibilizado publicamente, permitindo que desenvolvedores e empresas analisem, modifiquem e criem soluções a partir da mesma base.
Em um mercado historicamente marcado por modelos fechados, a decisão reposiciona a empresa e amplia as possibilidades de uso da tecnologia. Mais do que uma escolha técnica, o código aberto se consolida como uma estratégia para acelerar a inovação e expandir o mundo da IA.
Esse posicionamento ajuda a explicar por que o modelo da empresa tem atraído atenção crescente entre especialistas e líderes do setor ao redor do mundo.
Ao disponibilizar sua base tecnológica, a DeepSeek permite que diferentes agentes desenvolvam, testem e aprimorem soluções a partir do mesmo modelo. Esse formato reduz a dependência de fornecedores únicos e estimula a criação de aplicações adaptadas a contextos locais e necessidades específicas.
O resultado é um ciclo de inovação mais rápido, no qual melhorias, ajustes e novos usos surgem a partir da colaboração entre comunidades técnicas, universidades e empresas.
Esse dinamismo, no entanto, não impacta apenas o ritmo de desenvolvimento. Ele também redefine a forma como organizações avaliam risco, controle e escalabilidade ao adotar soluções de IA.
Para o mercado corporativo, o modelo de código aberto oferece vantagens claras. A possibilidade de auditar o funcionamento do sistema, customizar modelos e integrá-los a infraestruturas próprias aumenta a confiança e reduz riscos associados à adoção de IA em escala.
Essa flexibilidade é especialmente relevante em setores regulados ou estratégicos, nos quais governança, segurança e controle sobre dados são fatores decisivos.
Ao apostar no código aberto, a DeepSeek se alinha a um movimento mais amplo da indústria de tecnologia, de transformar modelos avançados de IA em plataformas compartilhadas. Essa lógica fortalece o ecossistema global, amplia a concorrência e cria um ambiente mais propício à inovação contínua.
Nesse cenário, a inteligência artificial deixa de ser um ativo restrito a poucos usuários e passa a funcionar como uma infraestrutura aberta, capaz de impulsionar novos negócios, pesquisas e soluções em escala global.
De olho nesse movimento e nas perspectivas para o futuro do trabalho, a EXAME desenvolveu um curso virtual e gratuito sobre inteligência artificial.
O curso será transmitido ao vivo e terá duração de duas horas. O treinamento vai revelar as principais ferramentas de IA que todo profissional – independente do setor de atuação – precisa dominar. Essas ferramentas podem ser úteis para otimizar as tarefas no trabalho, criar um plano de carreira estruturado, ter reuniões mais assertivas e até mesmo conquistar aquela posição dos sonhos.
O que você vai aprender?
- Automatizar tarefas repetitivas.
- Personalizar sua abordagem profissional.
- Tomar decisões inteligentes com base em dados.
- Conectar-se melhor com clientes e colegas.
- Aumentar sua produtividade e credibilidade.
Para garantir a sua vaga, clique aqui