Inteligência Artificial

Perplexity abandona anúncios para evitar que usuários percam confiança na IA

Seguindo os passos da Anthropic, Perplexity se posiciona contra anúncios em chatbots para garantir mais confiança dos consumidores

Perplexity: startup de IA deixa para trás estratégia de faturamento com anúncios (Reprodução )

Perplexity: startup de IA deixa para trás estratégia de faturamento com anúncios (Reprodução )

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 09h25.

A Anthropic não é a única empresa de inteligência artificial a se posicionar contra anúncios em conversas com robôs virtuais. A Perplexity, que foi uma das primeiras a introduzir rodadas de anúncios nos próprios produtos, abandonou a forma de monetização completamente no início deste ano. As informações são do Financial Times. 

Agora, a startup seguirá o modelo de faturamento baseado em assinaturas e procurará novas formas de receita, como diversas empresas do setor têm feito para aumentar a longevidade dos negócios. Em coletiva com jornalistas, executivos da empresa disseram que a inserção de anúncios faz os usuários duvidarem de "tudo", especialmente tratando-se de conversas com chatbots.

Mudança de rumos

Argumentos similares já haviam sido compartilhados por Sam Altman, CEO da OpenAI. No passado, ele chegou a afirmar que inserir publicidade nas respostas da inteligência artificial poderia comprometer a confiança com os consumidores. Hoje, a empresa dona do ChatGPT vê a estratégia como a principal forma de triplicar a receita em 2026 e recuperar os gastos excessivos em desenvolvimento de produtos e parcerias.

Com cerca de 70% da receita da empresa vindo de assinaturas do ChatGPT, somente 6% da base de usuários ativos, a busca por faturamento tem sido mais imediata para atender à urgência do caixa.

Vendas como novos negócios

Avaliada em US$ 18 bilhões, a Perplexity mantém serviços de compra na plataforma de IA, tendo sido uma das primeiras a expandir o uso da ferramenta para comércio digital. A empresa, porém, disse não lucrar com as vendas de produtos, diferentemente do que fez o Google ao adicionar a opção. “Estamos no ramo da precisão, e o nosso negócio é fornecer a verdade, as respostas certas", disse um executivo na coletiva.

Outra estratégia de expansão é a disponibilização de produtos para terceiros. No início deste ano, a empresa de IA fechou um acordo de US$ 750 milhões com a Microsoft para desenvolver modelos generativos para aprimorar o serviço de nuvem Azure. As assinaturas, porém, continuam sendo a maior fonte de receita da startup: seus preços variam de US$ 20 a US$ 200 ao mês e já são mais de 100 milhões de usuários, disseram executivos ouvidos pelo FT. 

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