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Essa é a pergunta número um sobre IA que toda empresa está fazendo — mas de forma errada

Para José Cláudio Securato, da Saint Paul, o desafio do executivo não é aprender IA, mas decidir com ela

 (demaerre/Getty Images)

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Publicado em 11 de agosto de 2026 às 14h47.

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A inteligência artificial deixou de ser um assunto restrito à área de tecnologia. Hoje, ela ocupa a pauta de reuniões de diretoria, comitês de estratégia e conselhos de administração, em empresas de todos os portes e setores. 

Mas a pergunta que domina essas discussões, segundo José Cláudio Securato, CEO da Exame Educação e fundador da Saint Paul Escola de Negócios, está mal colocada.

"Toda empresa está discutindo IA", diz Securato. Para ele, o erro está em tratar o tema como escolha de ferramenta quando, na prática, ele exige outra pergunta: como a IA muda a forma como a empresa compete, decide e gera valor.

Decidir sobre IA sem repertório é decidir no escuro. O Pós-MBA em Inteligência Artificial da Saint Paul forma esse critério em três meses, sem pausar a carreira. Quero saber mais 

De tema técnico a decisão de negócio

O movimento não é percepção isolada. Levantamento global da consultoria McKinsey mostra que a quase totalidade das empresas já investe em inteligência artificial, mas apenas uma fração mínima considera ter atingido maturidade real na adoção da tecnologia. 

O intervalo entre experimentar e transformar é onde mora a maior parte das decisões que hoje chegam à mesa de líderes que não são especialistas técnicos, mas respondem pelo resultado do negócio.

Para Securato, esse cenário redesenha o papel de quem lidera. "O papel do executivo não é programar a inteligência artificial, é decidir como utilizá-la", afirma.

Por que o MBA tradicional não resolve mais

Durante décadas, um MBA garantia repertório suficiente para anos de carreira, mas esse prazo de validade encolheu. Segundo Securato, o mercado, a tecnologia e os modelos de negócio mudam de tema com uma frequência que nenhum ciclo acadêmico tradicional acompanha, e isso exige um tipo de formação diferente da que existia até aqui: mais curta, mais aplicada e construída para quem já decide, não para quem está começando.

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Vantagem competitiva continua sendo humana

Um dos pontos centrais da fala de Securato inverte a lógica mais comum sobre inteligência artificial no ambiente corporativo. A tecnologia vai continuar evoluindo, mas a vantagem competitiva das empresas, segundo ele, permanece humana, ligada à capacidade de interpretar o que a IA entrega e transformar isso em decisão.

Essa leitura aparece também em análises recentes sobre governança executiva de IA. Estudos da McKinsey e do Gartner apontam que, apesar da adoção acelerada de inteligência artificial generativa, a maioria das empresas ainda não estruturou mecanismos consistentes de validação e governança para as decisões tomadas com apoio da tecnologia. 

Na prática, isso significa que interpretar, questionar e validar o que a IA sugere se tornou parte do trabalho de quem ocupa cargos de liderança, e não uma tarefa que pode ser delegada a uma equipe técnica.

Um programa para quem já decide, não para quem está começando

Foi para atender executivos nessa posição que a Saint Paul Escola de Negócios criou o Pós-MBA em Inteligência Artificial, programa presencial de aproximadamente três meses, estruturado em seis sábados alternados, voltado a profissionais que já ocupam posições de decisão, como diretores, gerentes seniores, heads e founders.

O programa não ensina ferramentas de IA nem forma especialistas técnicos. A proposta é desenvolver visão executiva sobre estratégia, modelos de negócio, governança de dados e liderança de transformação, temas que aparecem com frequência crescente em conselhos e comitês, mas para os quais poucos executivos tiveram formação estruturada.

O repertório que muda de tema, mas não de exigência

Para Securato, atualizar o repertório não é reconhecer uma lacuna na carreira. É reconhecer que o mercado redesenha prioridades com uma frequência que a experiência acumulada, sozinha, não acompanha. 

Quem lidera não precisa provar que domina tudo. Precisa continuar decidindo bem, no tema que a próxima mudança de mercado colocar na mesa.

Como participar do Pós-MBA em Inteligência Artificial

O programa é voltado a coordenadores seniores, gerentes, heads, diretores, empresários e founders responsáveis por decisões estratégicas sobre tecnologia e competitividade. 

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