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OpenAI anuncia programa de biodefesa para organizações que utilizem sua IA focada em ciência

O programa Rosalind Biodefense visa permitir que organizações construam aplicações de IA voltadas para combate de pandemia e biossegurança a partir do modelo da OpenAI GPT-Rosalind

Ramana Rech
Ramana Rech

Redatora

Publicado em 1 de junho de 2026 às 17h05.

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A OpenAI anunciou seu programa de biodefesa e de combate a pandemias Rosalind Biodefense. A empresa também vai expandir o acesso ao seu modelo voltado a pesquisas científicas, GPT-Rosalind, para instituições públicas dos Estados Unidos e parceiros científicos.

O programa tem como objetivo permitir que desenvolvedores construam aplicações de IA para biodefesa com o GPT-Rosalind. As inscrições para o Rosalind Biodefense estão abertas, e a OpenAI tem interesse especial em projetos em que a IA terá impacto na velocidade e na qualidade do fluxo de trabalho. Isso engloba resumo da literatura científica, apoio na construção de protocolos, desenvolvimento de modelos, simulação, suporte na tomada de decisões e comunicação científica.

Além disso, a OpenAI irá fornecer o GPT-Rosalind para desenvolvedores “confiáveis” que trabalhem com aplicações de biossegurança, em áreas como modelagem epidemiológica, detecção precoce, triagem, preparação e intervenções não-farmacêuticas.

A companhia disse em nota publicada na sexta-feira, 29, que já existem organizações que utilizam o GPT-Rosalind na construção de defesa biológica. Uma delas, a SecureBio Detection, que desenvolve um sistema de detecção capaz de identificar novos surtos de forma mais rápida a partir de água residual e swabs nasais.

OpenAI na ciência

A companhia tem buscado introduzir seus modelos na área de pesquisa científica com diferentes iniciativas. Em outubro do ano passado, a dona do ChatGPT lançou a iniciativa OpenAI for Science cujo objetivo era “acelerar a ciência”, de acordo com o vice-presidente da companhia, Kevin Weil.

Na época, o executivo afirmou que, em 2026, o uso de IA na ciência tende a ser o que 2025 foi para a engenharia de software. "Há um ano, quem usava IA para escrever a maior parte do código era um adotante inicial. Hoje, quem não usa provavelmente está ficando para trás", afirmou.

Em julho, a empresa lançou o primeiro modelo com Alta Capacidade em biologia dentro do seu “Framework de preparação”, processo em que a empresa monitora possíveis riscos causados pela IA de fronteira.

Mais cedo neste ano, a OpenAI trouxe uma plataforma voltada para pesquisadores dentro do modelo GPT-5.2, o Prism. A ferramenta tem como objetivo dar assistência na escrita de artigos, resolução de problemas e geração de diagramas a partir de discussão de hipóteses ou mesmo rabiscos em quadros.

A ideia é que os incrementos da IA na pesquisa científica possam acelerar e viabilizar descobertas científicas, em vez de trazer uma “IA cientista autônoma” capaz de fazer descobertas por si só.

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