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A profissão que pode surgir por causa da IA e ainda não tem nome definido

O avanço dos agentes de inteligência artificial pode criar funções híbridas para profissionais que entendam tecnologia, processos e tomada de decisão

A profissão que pode surgir por causa da IA e ainda não tem nome definido  (Adobe Stock)

A profissão que pode surgir por causa da IA e ainda não tem nome definido (Adobe Stock)

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 14h34.

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A inteligência artificial está criando uma categoria de trabalho que combina tecnologia, gestão e conhecimento de processos. Com a expansão dos chamados agentes de IA, empresas começam a delegar a sistemas automatizados tarefas que antes dependiam exclusivamente de funcionários.

O movimento abre espaço para uma função ainda sem nome consolidado: o profissional responsável por coordenar agentes de IA, definir o que eles devem fazer, acompanhar seus resultados e integrar essas ferramentas à rotina da empresa.

Aprender a trabalhar com inteligência artificial pode ser um diferencial para profissionais que precisam acompanhar essas mudanças. O Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME tem quatro aulas práticas, online, por R$ 37.

O que faria esse profissional

Os agentes de IA são sistemas capazes de executar uma sequência de tarefas a partir de um objetivo. Diferentemente de um chatbot tradicional, eles podem consultar informações, utilizar ferramentas e realizar etapas de um processo com menor intervenção humana.

Na prática, uma empresa poderia ter agentes responsáveis por organizar informações de clientes, preparar relatórios, acompanhar indicadores ou auxiliar equipes comerciais.

Nesse cenário, alguém precisa definir quais tarefas podem ser automatizadas, estabelecer regras e verificar se o resultado produzido pelo sistema está correto.

Esse profissional não necessariamente seria um programador. A função poderia exigir uma combinação de conhecimentos sobre inteligência artificial, processos de negócio e a área em que a tecnologia será aplicada.

O mercado já começa a criar essas funções

O fenômeno não significa que exista hoje uma profissão única e oficialmente definida com esse perfil. O que já aparece são cargos diferentes que reúnem partes dessas atividades.

Um levantamento do LinkedIn divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2026 apontou a criação de 1,3 milhão de novos empregos relacionados à IA em dois anos, incluindo funções como engenheiro de IA, engenheiro forward-deployed e anotador de dados. O levantamento também identificou o crescimento de cargos de liderança em IA.

O Fórum Econômico Mundial também passou a discutir a possibilidade de gestores coordenarem agentes de IA como “trabalhadores digitais”, o que exigiria novas habilidades de supervisão, confiança e definição de tarefas.

Para profissionais de áreas como marketing, finanças, recursos humanos e operações, entender como esses sistemas funcionam pode ajudar a identificar quais atividades podem ser transformadas pela tecnologia. O Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME oferece quatro aulas práticas, online, por R$ 37.

Uma função entre tecnologia e negócio

A possível nova ocupação está relacionada a uma mudança na maneira como o trabalho é distribuído. Em vez de utilizar a IA apenas para responder perguntas ou produzir textos, empresas podem começar a utilizá-la para executar processos inteiros.

Um profissional poderia, por exemplo, receber a responsabilidade de montar um fluxo no qual um agente coleta dados, outro organiza as informações e um terceiro prepara uma análise para revisão humana.

Entre as atividades desse tipo de função estão:

  • definir objetivos e limites dos agentes;
  • acompanhar resultados e identificar erros;
  • organizar os dados utilizados pelos sistemas;
  • conectar diferentes ferramentas;
  • decidir quando uma tarefa precisa de revisão humana.

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que quase 40% das habilidades exigidas no trabalho devem mudar até 2030. O relatório também aponta inteligência artificial, big data e letramento tecnológico entre as competências de crescimento mais rápido.

O nome pode surgir depois da função

A história do mercado de trabalho mostra que novas atividades nem sempre começam com uma profissão claramente definida. O próprio LinkedIn identificou que mais de 10% dos trabalhadores contratados globalmente atualmente ocupam cargos com títulos que não existiam em 2000.

Com a inteligência artificial, o mesmo processo pode ocorrer novamente. Primeiro surgem novas responsabilidades dentro das empresas. Depois, essas atividades podem ser agrupadas em cargos, especializações e, eventualmente, em uma profissão reconhecida pelo mercado.

O Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME apresenta conceitos e aplicações práticas da tecnologia em quatro aulas online por R$ 37, voltadas a profissionais que querem entender como a inteligência artificial está mudando o trabalho.

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