Patrocinado por:
A profissão que pode surgir por causa da IA e ainda não tem nome definido (Adobe Stock)
Jornalista
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 14h34.
A inteligência artificial está criando uma categoria de trabalho que combina tecnologia, gestão e conhecimento de processos. Com a expansão dos chamados agentes de IA, empresas começam a delegar a sistemas automatizados tarefas que antes dependiam exclusivamente de funcionários.
O movimento abre espaço para uma função ainda sem nome consolidado: o profissional responsável por coordenar agentes de IA, definir o que eles devem fazer, acompanhar seus resultados e integrar essas ferramentas à rotina da empresa.
Os agentes de IA são sistemas capazes de executar uma sequência de tarefas a partir de um objetivo. Diferentemente de um chatbot tradicional, eles podem consultar informações, utilizar ferramentas e realizar etapas de um processo com menor intervenção humana.
Na prática, uma empresa poderia ter agentes responsáveis por organizar informações de clientes, preparar relatórios, acompanhar indicadores ou auxiliar equipes comerciais.
Nesse cenário, alguém precisa definir quais tarefas podem ser automatizadas, estabelecer regras e verificar se o resultado produzido pelo sistema está correto.
Esse profissional não necessariamente seria um programador. A função poderia exigir uma combinação de conhecimentos sobre inteligência artificial, processos de negócio e a área em que a tecnologia será aplicada.
O fenômeno não significa que exista hoje uma profissão única e oficialmente definida com esse perfil. O que já aparece são cargos diferentes que reúnem partes dessas atividades.
Um levantamento do LinkedIn divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2026 apontou a criação de 1,3 milhão de novos empregos relacionados à IA em dois anos, incluindo funções como engenheiro de IA, engenheiro forward-deployed e anotador de dados. O levantamento também identificou o crescimento de cargos de liderança em IA.
O Fórum Econômico Mundial também passou a discutir a possibilidade de gestores coordenarem agentes de IA como “trabalhadores digitais”, o que exigiria novas habilidades de supervisão, confiança e definição de tarefas.
A possível nova ocupação está relacionada a uma mudança na maneira como o trabalho é distribuído. Em vez de utilizar a IA apenas para responder perguntas ou produzir textos, empresas podem começar a utilizá-la para executar processos inteiros.
Um profissional poderia, por exemplo, receber a responsabilidade de montar um fluxo no qual um agente coleta dados, outro organiza as informações e um terceiro prepara uma análise para revisão humana.
Entre as atividades desse tipo de função estão:
O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que quase 40% das habilidades exigidas no trabalho devem mudar até 2030. O relatório também aponta inteligência artificial, big data e letramento tecnológico entre as competências de crescimento mais rápido.
A história do mercado de trabalho mostra que novas atividades nem sempre começam com uma profissão claramente definida. O próprio LinkedIn identificou que mais de 10% dos trabalhadores contratados globalmente atualmente ocupam cargos com títulos que não existiam em 2000.
Com a inteligência artificial, o mesmo processo pode ocorrer novamente. Primeiro surgem novas responsabilidades dentro das empresas. Depois, essas atividades podem ser agrupadas em cargos, especializações e, eventualmente, em uma profissão reconhecida pelo mercado.