Inteligência Artificial

IA tira ou cria empregos? No caso dos engenheiros de software, demanda aumentou 30%

Pesquisa da TrueUp aponta que posições para engenheiros de software nos EUA voltaram a estar em alta: são 67 mil vagas abertas para diferentes níveis, maior número desde 2023

Engenheiros de software: empresas permanecem em busca de profissionais do setor para demandas urgentes (Thinkstock/Jacob Ammentorp Lund)

Engenheiros de software: empresas permanecem em busca de profissionais do setor para demandas urgentes (Thinkstock/Jacob Ammentorp Lund)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 6 de abril de 2026 às 10h52.

O mercado de tecnologia nos Estados Unidos tem dado sinais de retomada na abertura de empregos na área de tecnologia. Dados de uma pesquisa da TrueUp indicam que foram publicadas mais de 67 mil posições abertas para engenheiros de software. É um crescimento significativo e constante desde 2023, quando a quantidade de vagas abertas caiu para menos de 40 mil antes de voltar a subir de forma lenta.

Os dados monstram que o desaparecimento de vagas para tecnologia em decorrência da popularidade da inteligência artificial ainda não é uma verdade incontestável.

Para a pesquisa, o crescimento das vagas nos EUA está relacionado com o descongelamento das contratações em tecnologia que ocorreu entre 2022 e 2023. Com cada vez mais demanda para serviços virtuais e retorno de lucros, as companhias estão investindo em equipes humanas que possam criar sistemas pensados para a modernidade.

A pesquisa, porém, só abrange empresas do setor de tecnologia, então o aumento de 30% não diz respeito a como outras indústrias têm lidado com o avanço da IA para tarefas diárias. São analisadas 9 mil empresas do setor e 260 mil vagas abertas em companhias consideradas como startups ou de capital aberto.

Copo meio cheio

A visão positiva para o setor caminha lado a lado com frequentes reduções da base de trabalhadores em companhias com posicionamento de destaque no mercado. Jack Dorsey,  cofundador do Twitter (atual X) e CEO da Block, teria desencadeado conversas sobre diminuição de equipes após compartilhar que metade dos trabalhadores da empresa seriam desligados para torná-la mais eficiente, disse o The Wall Street Journal.

Gigantes como Oracle e Meta dão passos para o outro lado: enquanto a companhia que opera o Facebook tem estudado desligar 20% da base de trabalhadores para realocar recursos para IA, a Oracle iniciou uma ampla reestruturação global com 30 mil funcionários na mira dos cortes.

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