Inteligência Artificial

Anthropic reserva US$ 20 milhões para investida em lobby em favor da Anthropic

Rival da OpenAI entra no jogo político dos EUA para tentar moldar a regulação da inteligência artificial

Dario Amodei: CEO da Anthropic (Chance Yeh / Correspondente autônomo/Getty Images)

Dario Amodei: CEO da Anthropic (Chance Yeh / Correspondente autônomo/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 10h33.

A Anthropic, empresa que desenvolve o Claude e conhecida por defender regras mais rígidas para a IA, anunciou que vai investir US$ 20 milhões em um super PAC — sigla para Political Action Committee, um tipo de organização nos Estados Unidos que arrecada grandes volumes de dinheiro para influenciar eleições.

Na prática, um super PAC funciona como um fundo independente que pode gastar milhões de dólares em campanhas publicitárias a favor, ou contra, candidatos. Ele não pode doar diretamente para políticos nem coordenar estratégias com eles, mas pode financiar anúncios na televisão, internet e rádio para moldar a opinião pública. E, diferentemente das campanhas oficiais, esses grupos podem receber doações praticamente ilimitadas de empresas e bilionários.

O anúncio da Anthropic é uma resposta direta a super PACs apoiados por líderes e investidores da OpenAI, sua principal rival no setor. Esses grupos, reunidos sob o nome Leading the Future, já levantaram mais de US$ 50 milhões, com recursos vindos de nomes como o fundo Andreessen Horowitz e familiares de executivos da OpenAI.

O pano de fundo da disputa é a regulação da inteligência artificial. A Anthropic tem defendido regras mais duras e mecanismos adicionais de segurança para controlar os riscos da tecnologia. Já o grupo ligado à OpenAI é visto como mais cético em relação a regulações rígidas, argumentando que excesso de controle pode frear inovação.

Em um comunicado, a Anthropic afirmou que "recursos significativos têm sido direcionados a organizações políticas que se opõem a esforços de segurança em IA" e declarou que não pretende "ficar à margem enquanto essas políticas são desenvolvidas".

O embate ganha peso porque acontece em ano eleitoral. Nos Estados Unidos, quem ajuda a eleger parlamentares hoje pode influenciar diretamente as leis que vão definir como a inteligência artificial será regulada nos próximos anos.

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