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5 armadilhas da inteligência artificial que consomem orçamento sem gerar resultado (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 15 de julho de 2026 às 15h46.
Empresas ao redor do mundo têm ampliado investimentos em inteligência artificial generativa, mas nem sempre esse esforço se traduz em resultado financeiro. Um estudo do MIT Media Lab divulgado em 2025 mostrou que, apesar de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões investidos em iniciativas corporativas de IA generativa, a falha em gerar retorno se tornou a norma entre os projetos analisados.
O problema, segundo especialistas, não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é implementada. Erros de planejamento, prioridade e execução fazem com que o investimento em IA vire custo, e não ganho de eficiência.
Um erro recorrente é implementar ferramentas de inteligência artificial antes de identificar qual processo, de fato, precisa ser resolvido. Projetos que nascem da pressão por inovação, sem meta clara, tendem a ficar restritos a testes e nunca chegam à produção.
Mais da metade dos orçamentos de IA generativa costuma ser destinada a ferramentas de marketing e vendas, áreas de maior visibilidade interna. No entanto, funções como atendimento, logística e back office costumam entregar retorno mais consistente, por reduzirem custos operacionais de forma direta.
Construir soluções de IA do zero exige tempo, equipe especializada e manutenção contínua. Pesquisas recentes indicam que a compra de ferramentas de fornecedores especializados tem taxa de sucesso bem maior do que sistemas desenvolvidos internamente, especialmente em empresas sem estrutura de dados madura.
Modelos de IA dependem de dados organizados, atualizados e confiáveis. Quando a base é fragmentada ou desatualizada, o sistema gera respostas imprecisas, o que compromete a confiança das equipes e reduz o uso da ferramenta ao longo do tempo.
De nada adianta contratar uma ferramenta sofisticada se os funcionários não sabem como incorporá-la à rotina. A falta de treinamento é uma das principais razões pelas quais empresas relatam baixa adoção interna, mesmo após investimento em licenças e infraestrutura.
Antes de investir, o caminho mais seguro é mapear processos internos e identificar onde a IA pode gerar ganho mensurável, seja em tempo, custo ou qualidade de entrega. Pequenos projetos-piloto, com metas claras e prazo definido, ajudam a validar o retorno antes de uma expansão maior.
Também vale acompanhar de perto a adoção pelas equipes, oferecendo capacitação contínua. A tecnologia evolui rápido, e empresas que investem em formação tendem a aproveitar melhor cada nova ferramenta lançada no mercado.