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ETF de Solana : aprovado pela CVM e lançado esse ano pela gestora brasileira Hashdex em parceria com o BTG Pactual, fundo reforça a posição de liderança do Brasil no setor. (NurPhoto/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 16h00.
A Solana pode alcançar US$ 2 mil até 2030, apesar da forte queda recente que levou o ativo para a região dos US$ 100. A projeção faz parte de um relatório do Standard Chartered assinado por Kendrick Geoffrey, chefe de pesquisa em criptoativos do banco. Mesmo com o ajuste para baixo nas estimativas de curto prazo, o analista afirma que a rede tende a ganhar relevância estrutural ao avançar além do mercado de memecoins e se consolidar como infraestrutura para micropagamentos com stablecoins.
Geoffrey reduziu sua projeção para o preço do SOL em 2026 de US$ 310 para US$ 250. O corte ocorre após o ativo ter sido um dos mais impactados pela recente correção do mercado cripto. Desde meados de setembro, a Solana acumula queda de cerca de 60%. Ainda assim, o analista mantém uma visão positiva no horizonte mais longo e aponta um caminho até US$ 2.000 em 2030, sustentado pela expansão do uso da rede em pagamentos digitais de baixo valor.
Segundo o Standard Chartered, a Solana começa a se afastar da imagem de rede focada quase exclusivamente em memecoins. Em 2025, aproximadamente metade das taxas de protocolo da blockchain vinha da negociação desses ativos em exchanges descentralizadas. Dados mais recentes, porém, indicam uma mudança no fluxo de negociações, que passa das "memecoins" para pares entre SOL e stablecoins, sugerindo o surgimento de novos casos de uso.
O banco destaca que o volume de stablecoins negociado na Solana já supera significativamente o do Ethereum, o que aponta para um tipo diferente de atividade, baseada em transações frequentes e de baixo custo. Um exemplo citado é o x402, plataforma criada pela Coinbase para suportar pagamentos automatizados de pequeno valor com stablecoins. O valor médio por transação no sistema é de apenas seis centavos. Embora a maior parte do volume ainda esteja na Base, rede de segunda camada da Coinbase sobre o Ethereum, Geoffrey observa que as taxas podem ser elevadas para esse tipo de operação no longo prazo.
Nesse contexto, a Solana ganha espaço por operar com custos muito baixos, frequentemente abaixo de um centavo por transação. Para o analista, essa característica torna a rede mais adequada para aplicações de micropagamentos, que costumam ser inviáveis no sistema financeiro tradicional devido a tarifas fixas por operação. Esse modelo pode abrir espaço para novos serviços digitais, como pagamentos entre máquinas, aplicações com cobrança por uso e sistemas integrados a inteligência artificial.
O relatório também aponta aumento do interesse institucional. Desde outubro de 2025, o ETF da Bitwise, BSOL, concentrou 78% dos fluxos líquidos para produtos ligados à Solana, passando a deter mais de 1% da oferta total do token. Além disso, tesourarias de ativos digitais já mantêm quase 3% do SOL em circulação.
Com base nesse cenário, Geoffrey projeta o SOL a US$ 400 em 2027, US$ 700 em 2028, US$ 1.2 mil em 2029 e US$ 2 mil em 2030.
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