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Pintura de Frida Kahlo avaliada em R$ 51,5 milhões é incinerada após ser convertida em 10 mil NFTs

Vídeo da destruição da obra da pintora mexicana, de autenticidade ainda não comprovada, provocou revolta nas redes sociais

Frida Khalo (fridakhalo.org/Divulgação)

Frida Khalo (fridakhalo.org/Divulgação)

Cointelegraph Brasil

Cointelegraph Brasil

Publicado em 28 de setembro de 2022 às 09h37.

Possivelmente desconhecendo que as novas tecnologias podem ser uma ferramenta impulsionadora da produção artístico-cultural e não uma arma de destruição ou substituição das artes, tampouco da história, um milionário resolveu colocar fogo em uma obra da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954) depois de digitalizar a imagem, transformada em 10 mil tokens não fungíveis (NFTs).

O episódio, que aconteceu em Miami (EUA) e foi publicado no final de julho no YouTube, além de gerar uma enxurrada de críticas dos internautas, é objeto de uma investigação aberta pelo Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura (INBAL) do México, que tenta descobrir se a pintura queimada por Martin Mobarak é mesmo o original da obra "Fantasmones Siniestros" (fantasmas sinistros), de 1944, avaliada em 10 milhões de euros, R$ 51,5 milhões pela cotação da moeda europeia na última terça-feira, 27.

(Mynt/Divulgação)

Segundo o magnata mexicano, que detém, ou detinha, a obra desde 2015, e que se autoproclama “alquimista de arte”, “visionário”, “líder filantropo” e “transformador NFT” em sua página no LinkedIn, o objetivo da transformação da obra em NFTs é criar “pedaços” que possam crescer “na eternidade.” Mobarak disse ainda que os fundos arrecadados pela venda dos NFTs serão destinados a entidades ligadas à saúde infantil, à Casa Museu Frida Kahlo e à Escola de Belas Artes Mexicana, e a Escola Nacional de Artes Plásticas, entre outros beneficiários.

Ao jornal El Pais, Martin Mobarak admitiu que a queima da obra de Frida Kahlo é algo forte e que ele pode ser “mal interpretado”, mas justificou que a artista já é bastante conhecida e que pode alcançar a “imortalização.”

“Frida Kahlo se imortalizou na forma de NFTs. Sua arte, agora compartilhada em todo o mundo, criou doações que continuarão a crescer em perpetuidade”, diz um trecho da descrição do vídeo.

Já o INBAL negou que a Casa Museu Frida Kahlo e a Escola de Belas Artes Mexicana irão receber doações de Martin Mobarak e acrescentou que o Banco do México é o administrador fiduciário da Casa-Museu Diego Rivera e Frida Kahlo, "na sua qualidade de detentor dos direitos patrimoniais das obras."

O INBAL disse ainda que não autorizou e não recebeu qualquer pedido de reprodução da obra de Frida Kahlo, no caso a pintura incinerada por Martin Mobarak, e acrescentou que "a destruição deliberada de um monumento artístico constitui um crime nos termos da Lei Federal sobre Monumentos e Zonas Arqueológicas, Artísticas e Históricas."

Em vez que “queimar a arte e a memória”, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) decidiu usar os NFTs em uma plataforma em que os colecionáveis trazem vídeos de momentos marcantes da história das copas,

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