Lucas Schoch: 'CBDCs são a minha aposta para o mercado cripto em 2021'

CEO de uma das startups em blockchain que mais cresceu no Brasil em 2020, Schoch destaca moedas digitais de bancos centrais para 2021

Criada em dezembro de 2019, a Bitfy é uma das startups em blockchain que mais cresceu no Brasil em 2020. A carteira de bitcoin, que pretende facilitar o uso do criptoativo para compra de produtos e serviços, foi criada e é comandada por Lucas Schoch.

Schoch sempre trabalhou com desenvolvimento de software e em 2017 se envolveu no mercado de criptoativos. Como um dos jovens empreendedores de destaque no cenário cripto nacional, conversou com a EXAME para falar sobre o futuro do setor.

Em mais uma entrevista do especial "Perspectivas 2021", Lucas mostra sua visão para o mercado cripto no ano que vem. Confira sua análise:

Future of Money: Qual é sua perspectiva para o mercado cripto em 2021?
Lucas Schoch: 
Assim como 2020, 2021 será um ano de alta, sem dúvidas.

FoM: Qual será a altcoin de maior destaque em 2021? Por quê?
LS: 
Praticamente impossível responder essa pergunta. A altcoin com maior destaque pode nem estar disponível ainda. Acredito que a Ripple (XRP) conseguindo algum contrato grande para ser o blockchain de uma Central Bank Digital Currency, pode ser uma aposta simpática. Altcoins com utilidade de interoperabilidade entre blockchains tem em sua tecnologia meus olhos também.

FoM: Qual a melhor notícia que pode surgir para o bitcoin e para as criptos de modo geral em 2021?
LS:
 "Bitcoin substitui o dólar nos pares de negociações das bolsas de valores asiáticas" (risos). Fora essa, muito pouco provável, as notícias favoráveis e prováveis do governo norte-americano perante as criptomoedas são uma bela aposta de abertura de mercado para fundos de investimentos continuarem aderindo a criptomoedas.

FoM: Qual a pior notícia que pode surgir para o bitcoin e para as criptos de modo geral em 2021?
LS:
 "Blockchain do bitcoin foi hackeado". Brincadeiras à parte, não vejo grandes problemas à vista para o mundo das criptomoedas. Algumas altcoins mais recentes devem substituir outras mais antigas em projetos já existentes e forks e atualizações devem tornar os produtos que usam a tecnologia por trás desse mundo econômico mais atualizados e com diferentes possibilidades. Isso causará diferentes desvalorizações, muito mais em altcoins do que com o bitcoin em si.

FoM: Qual aplicação em blockchain se tornará mais popular no ano que vem?
LS:
As Central Bank Digital Currencies [CBDCs] são a minha aposta.

FoM: Qual startup blockchain brasileira tem maior potencial de inovação e impacto no mercado para 2021?
LS:
Bitfy, certamente (risos). Lançamos nosso produto em plena pandemia e, em menos de um ano, já ultrapassamos o break even, com mais de R$ 25 milhões em transações no aplicativo. Só no último trimestre, crescemos 40% a cada mês. Atualmente, a carteira possui 30 mil usuários cadastrados e a expectativa é chegar a 100 mil até o final do primeiro quadrimestre de 2021.

FoM: O que passou despercebido para a maioria no mercado cripto em 2020?
LS:
Apesar de muito ter sido dito na época, o halving do bitcoin nunca havia acompanhado uma abertura forte de mercado. Sem dúvidas, as pessoas não correlacionaram o potencial desse evento com a magnitude dos investidores e empresas que passaram a utilizar criptomoedas.

FoM: Qual será o preço do bitcoin em dezembro de 2021?
LS:
Absolutamente impossível responder essa questão, e por isso que é tão interessante. Seguindo a ideia de dar um “chute”, o meu palpite é 250 mil reais.

A série de entrevistas "Perspectivas 2021", publicada pelo Future of Money, da EXAME, pretende mostrar as opiniões de nomes relevantes do mercado, do Brasil e de outros países, para ajudar a traçar um panorama sobre o que esperar do mercado de criptoativos no ano que vem. Para ver todas as entrevistas já publicadas, clique aqui.

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