O que são smart contracts?

Entenda o conceito por trás dos contratos inteligentes e saiba como a tecnologia pode ser utilizada


Resumidamente, smart contracts são sistemas de contratos utilizados para executar transações automaticamente sem a necessidade da uma empresa, governo ou entidade para intermediar.

Calma, eu vou te explicar: vamos supor que você queira redigir um testamento dentro de um smart contract. Um advogado redige esse contrato em linguagem natural e um desenvolvedor de sistemas transcreve essas informações em linguagem de programação. Você descreve todos os seus ativos, os seus herdeiros e as suas respectivas contas e quanto cada um irá receber assim que você for dessa pra melhor. Quando o seu atestado de óbito for publicado na rede, a transmissão dos bens acontece de forma automática, rápida, sem burocracia, com os devidos impostos já pagos e com poucos custos comparado a um testamento tradicional. Isso porque todos os participantes envolvidos na transmissão do patrimônio estão conectados em um sistema único e integrado.

Quer um outro exemplo simples? Uma pessoa manda para um amigo dez unidades de ether, mas exige que o valor não seja enviado até uma determinada data utilizando um smart contract. Em outras palavras, é uma condição imposta que, uma vez alcançada, executa automaticamente uma determinada transação.

Mas qual a principal diferença entre um smart contract e um contrato tradicional? Nos contratos convencionais, um documento determina os termos de uma relação entre duas partes, que são reforçadas pela lei. Se uma das partes não cumpre esses termos, a outra parte pode processar essa pessoa por não cumprir com o acordo, certo? No universo cripto, esse contrato estaria em uma blockchain e você não precisaria de instituições tradicionais do sistema para validar a operação. Um smart contract fortalece esses acordos com códigos e as regras são automaticamente aplicadas sem precisar de um terceiro.

Agora, os contratos inteligentes só são usados na rede Ethereum? A resposta é não. A rede é responsável pela segunda maior criptomoeda em valor de mercado, o ether, que surgiu em 2015 especificamente para a criação dos smart contracts. Até o momento, essa é a plataforma mais conhecida por usar esse tipo de tecnologia, mas não a única. Pra saber mais sobre essa plataforma, eu vou deixar um vídeo aqui em cima.

Mas qual a diferença entre os contratos inteligentes da rede Bitcoin e da rede Ethereum? A rede Ethereum substitui a linguagem mais rudimentar do Bitcoin por uma que permite que desenvolvedores criem aplicações mais sofisticadas, porque sua linguagem é muito mais amigável.

Mas essa tecnologia já é uma realidade? Já funciona? Sim, centenas de aplicativos que utilizam os smart contracts já estão funcionando. Alguns populares na rede Ethereum utilizam os contratos inteligentes como seu principal meio de realizar empréstimos e permitir que seus usuários recebam juros. Quer outros exemplos? A criação de artigos colecionáveis, conhecidos como NFTs, a criação de títulos de governança corporativa e até para cotas de fundos de investimentos.

Além da Ethereum, outras plataformas relevantes de contratos inteligentes são Polkadot, Cardano, Solana e Binance Smartchain.

Mas é confiável? Bom, os contratos inteligentes são, sim, sujeitos a fraude. A rede Ethereum já presenciou perdas de milhões de dólares pela exploração de vulnerabilidades nos smart contracts. Mas essas falhas devem ficar cada vez menos comuns ao longo do tempo e os problemas de segurança devem sumir com o avanço da tecnologia.

Outro fator que mostra o potencial desses contatos inteligentes é que esse modo de fazer “negócio” tem animado muitos desenvolvedores, pesquisadores e advogados. Criar comandos que são acionados de forma automática sem precisar envolver terceiros que trariam muitos custos e burocracia, como é feito tradicionalmente, faz com que muitas pessoas acreditem na tecnologia de blockchain com smart contracts.

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