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O Banco de Compensações Internacionais (BIS), considerado o "banco central dos bancos centrais", publicou um relatório nesta semana em que afirma que o metaverso será uma "força disruptiva" no mundo das finanças, mas que precisará ser regulado para evitar uma fragmentação do mercado.

Os responsáveis pelo relatório pontuam que o interesse por ambientes imersivos digitais, popularmente conhecidos como metaversos, atingiu o seu auge no fim de 2021, quando a controladora do Facebook mudou seu nome para Meta. Desde então, a tecnologia perdeu espaço e deixou de ser uma prioridade para muitas empresas.

O BIS acredita, porém, que "não é uma conclusão precipitada dizer que o metaverso alcançará uma adoção generalizada”. Alguns de seus casos de uso eram claramente “enigmáticos”, mas mesmo assim o potencial de conexão com o mundo real é forte, defendem os analistas.

“O volume de vendas de terrenos [do metaverso] até agora manteve correlação com os preços de imóveis no mundo real. […]. No entanto, também se correlaciona fortemente com o preço do bitcoin, […] sugerindo que a especulação é um motivo chave", destaca o documento.

Além disso, o BIS destaca que alguns casos de uso continuam a ser desenvolvidos e os grandes investidores continuam interessados no setor. Jogos, comércio eletrônico, educação e saúde são campos de potencial crescimento no metaverso. Mesmo estimativas conservadoras colocam o valor do mercado do metaverso na casa dos trilhões de dólares até o final desta década.

O estudo divide o metaverso em plataformas centralizadas e descentralizadas. No caso centralizado, a plataforma é propriedade de empresas que “tomam todas as decisões sobre como funcionam os pagamentos na plataforma". O sistema de pagamento da plataforma é centralizado e controlado pela operadora independente da forma de pagamento.

Esse tipo de plataforma possui um token nativo que pode ser manipulado para manter a estabilidade ou limitar as transações dos usuários. O Robux da Roblox e o dólar Linden do Second Life são exemplos de moedas centralizadas de metaversos populares.

Plataformas descentralizadas, como Decentraland e The Sandbox, dependem de corretoras de criptomoedas para conectá-las à economia real. O relatório pontua ainda que existem outros métodos de pagamento que podem ganhar destaque, como depósitos tokenizados e moedas digitais de banco central (CBDCs, na sigla em inglês). As CBDCs, em particular, seriam bastante úteis para facilitar aplicações transfronteiriças, segundo o BIS.

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Riscos e potenciais do metaverso

Por outro lado, o estudo afirma que "estes sistemas podem proporcionar apenas uma ilusão de descentralização.” Os autores citaram outras pesquisas que mostraram que os usuários muitas vezes têm pouca preocupação com os aspectos técnicos da governança do metaverso e valorizam a usabilidade acima de tudo. Eles acrescentaram que o metaverso descentralizado é “minúsculo” em comparação com o centralizado.

Na visão do BIS, o metaverso tem o potencial de alterar a economia mundial, tornando os preços de serviços desterritorializados e “borrando os limites entre os setores transacionáveis e não transacionáveis da economia”, incentivando a integração geográfica internacional e transformando o mercado de trabalho.

Os autores do estudo do BIS defendem que, para aproveitar os benefícios potenciais do metaverso emergente, os bancos centrais e os reguladores devem tomar uma atitude.

“Para evitar que os ambientes virtuais e o dinheiro se tornem fragmentados e dominados por empresas privadas poderosas, as autoridades devem reforçar as iniciativas para promover pagamentos mais eficientes e interoperáveis que possam satisfazer as exigências dos usuários", dizem.

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