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O governo dos Estados Unidos gerou apreensão no mercado na última terça-feira, 2, após a revelação de que as autoridades norte-americanas realizaram uma movimentação de mais de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões, na cotação atual) em bitcoin. Até o momento, porém, temores sobre uma venda das unidades da criptomoeda não se concretizaram.

A movimentação foi identificada pela Arkham Intelligence - uma empresa de inteligência de dados em blockchains - e por outros especialistas do setor. Ao todo, foram transferidas 30.175 unidades da criptomoeda que estavam armazenadas em uma carteira digital identificada como pertencente aos Estados Unidos.

Desse total, cerca de 2 mil bitcoins foram então transferidos para outra carteira digital, que a Arkham identificou como pertencente à corretora de criptomoedas Coinbase. Por outro lado, os 28 mil bitcoins restantes foram transferidos para outra carteira que também pertence ao governo dos Estados Unidos.

A movimentação de fundos para uma carteira de corretora de criptomoedas fez com que muitos investidores achassem que os Estados Unidos estariam se preparando para vender esses ativos, o que poderia ter um impacto na cotação do bitcoin devido ao aumento repentino de oferta e pressão vendedora.

Entretanto, ainda não há sinais de que o governo do país irá vender as unidades transferidas para a carteira da Coinbase. Além disso, a maior parte dos ativos foi enviada para outra carteira dos EUA, reduzindo significativamente as chances de que eles sejam vendidos.

A última vez que os Estados Unidos realizaram uma venda de bitcoins foi em março de 2023. À época, o país se desfez de 9.861 unidades da criptomoedas, obtendo um total de US$ 216 milhões. Desde então, o país já movimentou outras unidades do ativo em diversas ocasiões, incluindo em fevereiro deste ano, mas nunca com vendas posteriores.

Membros da comunidade cripto também especularam que os ativos movimentados nesta semana fariam parte dos bens apreendidos pelo governo dos Estados Unidos da Silk Road, um site ilegal que foi fechado pelas autoridades. Em 2022, o país apreendeu 50 mil unidades da criptomoeda que pertenciam a um dos donos do site.

Entretanto, as autoridades norte-americanas também realizaram outras apreensões de bitcoins de criminosos, o que dificulta saber exatamente quais ativos estão ligados à Silk Road. Graças às apreensões, o governo dos Estados Unidos se tornou um dos maiores detentores de bitcoin em todo o mundo, e por isso costuma gerar medo no mercado quando movimenta seus ativos.

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