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ETF de bitcoin nos EUA pode atrair R$ 150 bilhões para o mercado de criptomoedas

Estudo da empresa NYDIG mostra potencial de atração de capital de um fundo negociado em bolsa de preço à vista do ativo

BlackRock e outras gestoras entraram com pedidos para lançarem ETFs de bitcoin (Reprodução/Reprodução)

BlackRock e outras gestoras entraram com pedidos para lançarem ETFs de bitcoin (Reprodução/Reprodução)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 20 de julho de 2023 às 12h12.

Um estudo divulgado pela empresa de negociação de criptomoedas NYDIG aponta que a aprovação de um fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) de preço à vista do bitcoin nos Estados Unidos poderia atrair US$ 30 bilhões (cerca de R$ 150 bilhões, na sigla em inglês) em demanda para o mercado cripto.

O tema se tornou um dos mais discutidos do mercado depois que diversas gestoras entraram com solicitações para lançarem ETFs de preço à vista de bitcoin nos Estados Unidos. O maior destaque é para o pedido da BlackRock, maior gestora do mundo e com um patrimônio de US$ 10 trilhões.

Na visão dos analistas da NYDIG, fatores como o peso da marca da BlackRock e outras gestoras, familiaridade com a compra e venda de cotas em ETFs e a simplicidade de informar as posições nesses produtos, mensuração de riscos e informações para impostos faz com que um ETF "tenha alguns benefícios notáveis comparado a alternativas existentes" de investimento.

As estimativas da empresa indicam que existem, atualmente, US$ 28,8 bilhões em bitcoins sob gestão em diferentes produtos de investimento ao redor do mundo, sendo que US$ 23,5 bilhões estariam apenas nos Estados Unidos, indicando o potencial de atração de capital para uma opção de ETF à vista.

Atualmente, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a SEC, permite a oferta de ETFs de contratos futuros de preços da criptomoeda, mas não de preço à vista. Existem outras formas de investimento, em especial fundos de diferentes tipos, mas que ainda são opções menos simples que um ETF.

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Potencial do ETF de bitcoin

A NYDIG compartilha da visão de que o bitcoin seria o "ouro digital", se referindo ao uso do ativo como reserva de valor, e por isso baseou sua projeção na comparação com o lançamento de ETFs de ouro nos Estados Unidos, no início dos anos 2000. Atualmente, esses fundos representam 1,6% de toda a oferta global do minério.

Na visão da empresa, existe um "buraco enorme" na demanda por ativos digitais e analógicos em fundos. Enquanto existem US$ 210 bilhões investidos em fundos e ETFs de ouro, apenas US$ 28,8 bilhões foram investidos em opções semelhantes de investimento para a maior criptomoeda do mercado.

"O bitcoin é cerca de 3,6 vezes mais volátil do que o ouro, o que significa que, em uma base de volatilidade equivalente, os investidores precisariam de 3,6 vezes menos bitcoin do que o ouro em uma base de dólar para obter o máximo de exposição ao risco. Ainda assim, isso resultaria em quase US$ 30 bilhões em demanda incremental por um ETF de bitcoin", afirma a empresa.

Atualmente, os pedidos das empresas estão nos estágios iniciais de análise pela SEC. O regulador já reconheceu o pedido, solicitou algumas informações adicionais e publicou consultas públicas sobre as solicitações. Em geral, o período de análise de pedidos de novos ETFs leva de 45 a mais de 250 dias nos Estados Unidos.

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