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Empresa brasileira de stablecoins capta R$ 90 milhões

A Avenia, empresa por trás da stablecoin BRLA, captou R$ 90 milhões com executivos do Santander, HSBC, Coinbase, entre outros

 (Reprodução/Reprodução)

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Cointelegraph
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Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 14h40.

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A Avenia, fintech que atua com pagamentos cross-border e emissora da stablecoin BRLA, anunciou nesta segunda, 09, a conclusão de uma rodada Série A no valor de US$ 17 milhões.

De acordo com a empresa, a rodada contou com a participação de investidores estratégicos, incluindo os fundos Quona, Big Bets, Headline, Fluent Ventures, Tomorrow Capital, Palm Drive Capital, Scale Up by Endeavor, Kazea, Pátria High Growth, Sequoia Scout Fund e Accel Scout Fund, além de líderes de empresas como Revolut, Santander, HSBC, PagSeguro, Checkout.com, Coinbase e Conta Simples.

A Avenia opera como uma camada de infraestrutura regulada que permite diferentes tipos de empresas criarem produtos financeiros sem precisar de licenciamento direto ou construir tecnologia do zero.

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"Nossa plataforma resolve um problema estrutural: empresas querem oferecer produtos financeiros para monetizar suas bases de clientes, mas não querem — ou não podem — investir anos e milhões em licenças, compliance e infraestrutura. A Avenia fornece tudo isso como serviço", afirma Matheus Moura, CEO da Avenia.

A infraestrutura da Avenia inclui contas globais em BRL, USD e EUR e pagamentos cross-border com liquidação instantânea via stablecoins, tudo isso em plataformas white-label.

A empresa destacou ao Cointelegraph Brasil, que a nova captação tem como objetivo acelerar os planos de expansão da Avenia, com foco no fortalecimento da operação no Brasil, com novos produtos como yield e cartões, além de visar a expansão geográfica para novos mercados da América Latina e Estados Unidos, ampliando sua presença no mercado global.

“O Brasil é nossa base sólida, mas já estamos mirando a atuação em outros países estratégicos da América Latina, além de dar passos mais concretos nos Estados Unidos, onde já possuímos licenças para operar. Estamos prontos para oferecer soluções financeiras inovadoras, com uma estrutura tecnológica robusta que nos permite escalar rapidamente” – afirmou Matheus Moura.

O timing da rodada coincide com uma transformação estrutural do mercado brasileiro, alinhado com a entrada em vigor da nova regulamentação de ativos virtuais e com o aumento da exigência de capital regulatório pelo Banco Central, afirma Leandro Noel, co-fundador e COO da Avenia.

“O Banco Central aumentou em mais de 8 vezes o capital regulatório mínimo exigido para nós — de R$ 3 milhões para quase R$ 25 milhões. Isso cria uma oportunidade única: muitas empresas que operam com ativos virtuais não vão conseguir cumprir essa exigência e a Avenia está posicionada para ser o parceiro regulado que permite essas empresas continuarem operando de forma compliant" — destacou Leandro Noel.
A tese se sustenta em cima de duas tendências irreversíveis: a mudança de plataforma tecnológica onde as finanças acontecem e a busca das empresas por aumentarem suas receitas com produtos financeiros.

“Nossa plataforma permite que empresas não-financeiras possam aumentar sua receita ao monetizar sua base de clientes e fornecedores com produtos financeiros globais, enquanto instituições financeiras podem modernizar suas operações usando stablecoins sem precisar do licenciamento direto. Queremos que qualquer empresa, em qualquer lugar, possa lançar produtos financeiros globais em semanas, não anos.” - destaca Lucas Giorgio, co-fundador e Chief Revenue Officer.

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