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A indústria de criptomoedas registrou em novembro o pior mês deste ano, até agora, para roubos, golpes e explorações envolvendo ativos digitais. Os criminosos conseguiram embolsar US$ 363 milhões (pouco mais de R$ 1,5 bilhão, na cotação atual) em novembro, de acordo com dados de uma empresa de segurança de redes blockchain.

Cerca de US$ 316,4 milhões foram obtidos como resultado de explorações, enquanto os empréstimos relâmpagos causaram US$ 45,5 milhões em prejuízo e US$ 1,1 milhão foi perdido em golpes de retirada de fundos, afirmou a CertiK em uma publicação divulgada na última quinta-feira, 30, no X, antigo Twitter.

Os maiores golpes observados em novembro ocorreram na Poloniex e na HTX/Heco Bridge, com perdas de US$ 131,4 milhões e US$ 113,3 milhões, respectivamente. O terceiro maior golpe teve como alvo uma única vítima, que perdeu US$ 27 milhões em um ataque de phishing.

Enquanto isso, o ataque à corretora descentralizada de criptomoedas KyberSwap resultou em perdas de US$ 45 milhões e foi responsável por quase todos os danos causados por ataques de empréstimos relâmpago em novembro.

O total mensal superou o recorde anterior de US$ 329 milhões, estabelecido em setembro, e que foi causado principalmente pelo ataque hacker de US$ 200 milhões contra a Mixin Network.

Até o final de novembro, cerca de US$ 1,7 bilhão já havia sido perdido em explorações, golpes de saída e ataques de empréstimos relâmpagos no acumulado de 2023. Isso representa 54% do total de criptomoedas roubadas em todo o ano de 2022, quando US$ 3,7 bilhões foram desviados. Em 2021, US$ 1,7 bilhão em perdas foram registrados, de acordo com a CertiK.

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Efeitos dos golpes no mercado

Em comentários recentes ao Cointelegraph, Ronghui Gu, um dos fundadores da CertiK, argumentou que realizar uma auditoria de contratos inteligentes padrão não é mais suficiente para garantir a segurança nos dias de hoje. Ele enfatizou que os ladrões continuam encontrando novas e criativas formas de explorar protocolos e fazer vítimas.

Golpes de SIM Swap e as vulnerabilidades de multi-assinaturas estão entre as armadilhas à segurança mais populares entre os criminosos. E explorações dessa natureza estão impedindo a adoção de criptoativos, acredita Christian Seifert, pesquisador da empresa de segurança Forta Network, que também concedeu uma entrevista ao Cointelegraph.

"Imagine você perder todas as suas economias porque a agência do seu banco foi arrombada durante a noite. Você não faria transações bancárias lá", comentou.  Esses incidentes "afugentam" potenciais usuários que estariam dispostos a adotar o espaço da Web3, disse Jerry Peng, analista de pesquisa da empresa de análise da Web3 0xScope, em uma nota recente ao Cointelegraph.

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