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Corretora cripto MEXC é bloqueada nos EUA por 'facilitar evasão de sanções'

Empresa asiática é uma das maiores corretoras de ativos digitais do mundo e teria permitido pelo menos US$ 16 bilhões em transações para Irã, Rússia e Coreia do Norte

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 6 de novembro de 2026 às 17h50.

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A corretora de criptomoedas asiática MEXC teve seu acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos bloqueado por supostamente ter "facilitado" pelo menos US$ 16 bilhões em transações ilícitas ligadas a entidades em Irã, Coreia do Norte e Rússia. As operações teriam possibilitado, entre outras coisas, a realização de cibercrimes.

“As instituições financeiras não podem ter as duas coisas: ou apoiam o regime iraniano, ou têm acesso ao sistema financeiro dos EUA”, afirmou em nota o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre o bloqueio à corretora. 

Um comunicado do Tesouro dos EUA afirma que a empresa diz manter uma política de identificação de clientes e anti-lavagem de dinheiro, mas ainda assim, deficiências nos seus controles permitiram transações para jurisdições e indivíduos sancionados.

Principal conexão EUA-Rússia

O Tesouro norte-americano afirma que esses valores incluem US$ 1,5 bilhão em transações para a Rússia, sendo que US$ 232 milhões vieram de operações diretas com os EUA, o que tornaria a exchange a "principal preocupação de lavagem de dinheiro em termos de conexões com finança ilícitas russas".

"Na verdade, a MEXC Global ainda estava processando transações com a entidade russa sancionada Garantex, e seu sucessor Grinex, até junho de 2026 – mais de quatro anos após a designação da Garantex em abril de 2022 pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro", afirmou o Tesouro dos EUA. 

A MEXC global foi fundada em 2018 e processa mais de US$ 1 bilhão em transações diárias, mantendo US$ 5 bilhões em reservas. Procurada pela EXAME, a corretora não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

No Brasil, a MEXC é uma das 134 empresas que pediu autorização ao Banco Central para se tornar uma prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) regulada no país.

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