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Brasil caminha de lado em fundos de criptomoedas em 2025

Investidores nacionais retiram líquidos R$ 5,42 milhões de ETPs cripto ao longo do ano, mas avanço de preços favorece acumulado do país

 (Madrolly/Getty Images)

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Cointelegraph
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Agência de notícias

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 09h30.

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O Brasil apresentou movimento relativamente lateralizado em fundos de criptomoedas em 2025, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, 5, pela CoinShares.

De acordo com a gestora de criptomoedas, no acumulado anual, os investidores nacionais retiraram líquido US$ 1 milhão, R$ 5,42 milhões, de produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês). Na mesma direção, a Suécia retirou US$ 775 milhões no período.

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Globalmente, os fundos de criptomoedas captaram líquidos US$ 47,15 bilhões em 2025, montante 12% abaixo dos US$ 48,74 bilhões do recorde registrado no ano anterior. Já os maiores fluxos de entradas líquidas regionais em 2025 foram dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Suíça, Austrália, Holanda e França, US$ 42,52 bilhões, US$ 2,45 bilhões, US$ 1,14 bilhão, US$ 775 milhões, US$ 317 milhões, US$ 194 milhões e US$ 128 milhões, respectivamente.

O monitoramento revelou que, apesar das retiradas, a valorização das criptomoedas no acumulado de 2025 favoreceu o avanço do Brasil a US$ 1,38 bilhão no total de ativos sob gestão (AuM), montante que manteve o país na sexta colocação global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda e Luxemburgo fecharam o ano passado com respectivos AuM de US$ 152,64 bilhões, US$ 7,35 bilhões, US$ 6,71 bilhões, US$ 5,94 bilhões, US$ 3,09 bilhões, US$ 904 milhões, US$ 790 milhões, US$ 567 milhões, US$ 164 milhões e US$ 148 milhões.

O relatório anual apontou diminuição de fluxo em direção aos ETPs de bitcoin, apesar da manutenção da liderança dos fundos baseados no rei da criptomoedas. Enquanto isso, fundos em Ethereum, XRP e Solana registraram crescimento substancial, US$ 12,7 bilhões (+138%), US$ 3,7 bilhões (+500%) e US$ 3,6 bilhões (+1.000%), respectivamente. Por outro lado, outras altcoins selecionadas recuaram 30% (US$ 318 milhões) em relação ao ano anterior, segundo a gestora.

Por fundos, o maior volume de saídas líquidas foi da Grayscale (US$ 2,28 bilhões). Pelo contrário, as maiores entradas líquidas de 2025 foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock (US$ 35,05 bilhões), ProFunds Group (US$ 3,05 bilhões), ARK 21Shares AG (US$ 2,77 bilhões), Fidelity (US$ 2,15 bilhões) e Bitwise (US$ 1,1 bilhão). Enquanto isso, outros fundos cripto registraram entradas líquidas de US$ 6,03 bilhões no ano passado.

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